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07 abril

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Dois meses para a montra de William Carvalho

A exibição no clássico diante do FC Porto, assim como na estreia pela Seleção Nacional, em Solna, contra a Suécia catapultaram-no para o 1.º plano...

Dois meses para a montra de William Carvalho
Dois meses para a montra de William Carvalho • Foto: LUÍS VIEIRA

Decididamente, William Carvalho atravessa o melhor momento da sua (ainda curta) carreira e na sexta-feira foi reconhecido por isso, tendo sido considerado o melhor jogador dos meses de outubro e novembro, na eleição levada a cabo pelo Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF).

"Não estava à espera deste prémio, que só aconteceu devido ao bom momento da equipa", justificou-se o internacional português ao site oficial do Sporting. Só que, modéstia à parte, o médio sabe bem o seu desempenho dos últimos dois meses.

Outubro e novembro foram um tempo de afirmação para o jogador, de 21 anos. Os momentos mais altos, do ponto de vista individual, aconteceram com o golo (e exibição) no clássico diante do FC Porto (não obstante a derrota dos leões), assim como na estreia pela Seleção Nacional, em Solna, contra a Suécia (a 19 de novembro).

O luso-angolano completou, ainda, os 90 minutos frente a V. Setúbal, Marítimo e V. Guimarães. No dérbi da Taça de Portugal com o Benfica, jogou os 120 minutos.

Antes da chamada de Paulo Bento para os AA, em outubro, William contribuiu para duas vitórias dos Sub-21 na caminhada para o Europeu 2015, face a Azerbaijão e Israel (neste com 1 golo). À entrada de dezembro, voltou a marcar na Liga, agora ao Paços de Ferreira.

Pela mão de Paulo Bento

William Carvalho nasceu em Luanda em 1992 e com 2 anos fixou residência na região de Lisboa. Quando foi chamado por Paulo Bento era titular indiscutível nos Sub-17 e estava a começar a quarta época no Sporting. “Os jogadores receberam-me bem e Paulo Bento falou comigo, é bom treinador. Era sonho de miúdo. Estou grato pela oportunidade”, disse a Record a 6 de setembro de 2009.

William Carvalho já se destacava pelo porte atlético: 1,87 metros, facto que o levava a ser comparado, na Academia, a Patrick Vieira, o francês de 1,93 metros que nasceu em Dakar e deixou marca, entre outros, no Arsenal.

Nos corredores da formação, a expectativa era alta. O jovem era visto como um dos talentos de topo da sua geração, com margem para evoluir pelo caráter, compleição física, potencial futebolístico, leitura e visão de jogo. Steven Gerrard era a sua grande referência.

William Carvalho não viria a ganhar o estatuto que desejava. Foi emprestado ao Fátima e ao Cercle Brugge onde esteve 18 meses, regressando para tentar convencer Leonardo Jardim.

Não ao Benfica

O primeiro clube a contactar William foi o Benfica. Embora tenha realizado dois treinos no Seixal, o jogador de origem angolana preferiu o Sporting. Aurélio Pereira fez os contactos e até… Nani deu ajuda. “Aconselhou- me a vir para cá. Mas não foi pelo facto de o Nani falar comigo que o fiz, e sim porque a minha família é do Sporting e eu também. Fiz a minha escolha e os meus pais ajudaram-me. O meu pai, principalmente, esteve sempre comigo e aconselhou-me”, contou ao nosso jornal a 6 de setembro de 2009.

O facto é que no arranque da temporada, poucos seriam os clubes que cometeriam uma pequena loucura para assegurar o concurso de William Carvalho, agora com 21 anos. Após um ano e meio no pouco mediático campeonato belga, o médio, de 21 anos, estava totalmente desvalorizado e corria mesmo o risco de ter dificuldades em encontrar colocação, caso Leonardo Jardim não detetasse nele as características ideais para desempenhar a posição 6 no meio-campo do Sporting.

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