Domingos Paciência renova ambição

Aos 42 anos, enfrenta o desafio de tornar o Sporting campeão no prazo de duas épocas...

Domingos Paciência renova ambição
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Aos 42 anos, depois de ter levado o Sp. Braga ao patamar mais alto da sua história (2.º e 4.º lugares na Liga e final da Liga Europa), Domingos Paciência enfrenta o desafio de tornar o Sporting campeão no prazo de duas épocas, as mesmas da duração do seu contrato. O último título dos verde e brancos fará 10 anos (2001/02) no final da temporada que hoje se inicia. “Quero ganhar e jogar bom futebol. Quero que os adeptos voltem a ter prazer em ver a equipa jogar”, diz o homem de Leça da Palmeira, para quem o sucesso é igual a… convicção. “Acreditar. Temos de acreditar que podemos sempre fazer mais e melhor”, defende.

Avançado

Lançado na Liga aos 19 anos, por Tomislav Ivic, na época 1987/88, Domingos haveria de fazer mais de 300 jogos e 100 golos no FC Porto, conquistando 7 campeonatos, 5 Taças de Portugal e 6 Supertaças.

Em 1997/98, depois de perder espaço na equipa para Mário Jardel, saiu para jogar duas temporadas no Tenerife, de Espanha, onde recebeu a influência marcante do técnico “Juanma” Lillo. Voltaria ao FC Porto para acabar a carreira, em 2001. Ao serviço da Seleção Nacional, o ponta-de-lança, que se destacava pela elegância, contabilizou 35 jogos e 9 golos, um deles no Euro’96 (à Croácia).

Treinador

Terminada a carreira, Domingos começou novo trajeto na equipa B do FC Porto, em 2003. Em 2006/07 estreou-se ao comando de um clube da Liga, a U. Leiria, chegando a intrometer-se na luta pelo 4.º lugar. Após 22 jogos, porém, abandonaria a cidade do Lis, vincando de imediato a forte personalidade como treinador. Confrontado por problemas disciplinares com jogadores, pediu a João Bartolomeu que os afastasse; como o pedido não foi atendido, saiu pelo próprio pé. Em 2007/08 Domingos rumou a Coimbra para render Manuel Machado à 3.ª jornada. Na primeira temporada salvou a Académica da descida; na segunda, ao terminar a Liga no 7.º lugar, garantiu a melhor classificação da Briosa desde 1984/85. Viria a despedir-se dos estudantes com um saldo curioso: duas vitórias na Luz (3-0 e 1-0).

Foi (também) por este trabalho que, em 2009, Domingos conquistou a confiança de Carlos Freitas e do Sp. Braga para suceder a Jorge Jesus. Os resultados superaram as melhores expectativas: um 2.º lugar, e a final da Liga Europa, após presença histórica na fase de grupos da Champions.

Desde a saída de Bölöni, em 2003, que o Sporting não tem treinadores estrangeiros. Domingos sucede a Couceiro, Paulo Sérgio, Carvalhal, Bento, Peseiro e Fernando Santos.

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