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07 novembro

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20:39

Tiago Fernandes: «Somos um clube grande e temos de jogar assim em qualquer estádio»

Treinador interino do Sporting dedicou ao pai a vitória frente Shakhtar

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Tiago Fernandes: «Somos um clube grande e temos de jogar assim em qualquer estádio»
20:35 há 1 horas

«Somos um clube grande e temos de jogar assim em qualquer estádio»

Os defesas jogaram numa linha baixa hoje, jogaram muito recuados. Quão importante foi manter o Shakhtar sem os deixar entrar nas costas?

"Quem viu o jogo percebeu que jogámos com uma linha de cinco para podermos pressionar mais à frente. Saltávamos com os homens da frente — o Suárez e o Fotis [Ioannidis] nos centrais —, com o Doumbia no seis e com os alas a bater nos laterais deles mais adiantados. Fazíamos quatro para quatro ou cinco para cinco. Partíamos a equipa para fazer subir também a linha defensiva. Não viemos à procura do ponto, nem de um resultado de transição ou de bola parada. Somos o Sporting, somos um clube grande e temos de jogar assim em qualquer estádio, com esta ambição, atitude e garra. Se passarmos essa mensagem aos jogadores, eles sentem que o caminho é para a frente. Com a qualidade que têm, vamos conseguir ganhar jogos importantes. Não joguei com uma linha de cinco para atuar num bloco baixo. Serviu para defender melhor em certas situações, mas nunca para vir à procura do empate ou para jogar recuado."

Termina a conferência.

20:34 há 1 horas

«A vitória dedico a todos os sportinguistas e o meu pai era um deles»

Dedica esta vitória ao seu pai? E pergunto também sobre o Ba, que esteve a equipar-se nos minutos finais para esgotar as substituições, mas depois mudou de ideias ali no final. Porquê?

"A vitória dedico a todos os sportinguistas, e o meu pai era um deles. Se calhar o maior de todos em termos fanáticos. Ele sabe que este dia é especial para mim e deve ser para ele também. Relativamente ao Ba, senti que o Edu [Felicíssimo] estava com dificuldades no final. Não estava à espera de ter de puxar o Fresneda para a direita, mas foi uma adaptação rápida. O jogador que entrou de pé esquerdo no Shakhtar estava a criar muitas dificuldades e o Iván [Fresneda], passando para a esquerda, fechava-lhe o pé esquerdo no cruzamento e conseguíamos anular. O Felicíssimo deu-me a entender que estava a sentir cãibras. Como não tinha mais paragens para mexer, chamei-o — tive de ir quase ao meio do campo porque não me estava a ouvir — a perguntar se estava bem. Ele disse-me que sim e mandei o Ba sentar-se, já não era preciso entrar. Não gosto muito de mexer na linha defensiva, principalmente nos minutos finais; não é fácil para quem entra. O Blopa e o Iván tiveram um compromisso muito bom nos últimos minutos, e foram essas as questões que se passaram".

20:31 há 1 horas

«Kauã tem tanta qualidade como o Felicíssimo»

A principal surpresa no onze foi, se calhar, o Eduardo Felicíssimo. Visto que conhece os jovens do Sporting, se calhar melhor do que ninguém: em quem mais gostaria de ter apostado se tivesse tempo e espaço para tal?

"Mais importante do que eu dar a oportunidade é eles merecerem-na. O Edu tem feito uma boa campanha, é muito jovem e ainda tem muito para aprender. Disse-lhe no final do jogo que esteve muito bem. Está maravilhado por ter jogado na Champions como titular e fazer 90 minutos contra um grande adversário direto. Confiei nele. Tem de manter a humildade, chegar ao treino amanhã e quinta-feira e estar preparado para continuar a competir à espera de uma oportunidade. O Kauã, que está na equipa B, tem tanta qualidade como ele; se o Edu baixar o rendimento, já foi suplente do Kauã. A estes miúdos, que ainda não somam dezenas de jogos de 90 minutos pelo Sporting, digo-lhes sempre que a exigência deste clube é diferente dos outros. Por isso é que nem todos conseguem atingir este patamar. Têm de continuar humildes e à procura do seu espaço. Mesmo os que não jogaram hoje têm qualidade para isso; basta continuarem a trabalhar de forma competitiva. Fiquei muito feliz pelo Edu e por toda a equipa, que se entreajudou nos momentos defensivos e ofensivos. Gosto tanto dos miúdos da equipa B que os punha a todos a jogar um dia na equipa principal, seja na Liga dos Campeões ou na Primeira Liga. Temos um grupo muito forte, humilde e unido, somos uma família e temos de manter os pés bem assentes no chão. Há três dias estava no Estádio do Mar a defrontar o Leixões, hoje estou aqui e amanhã posso estar noutro lado qualquer, ou até sem trabalho, porque o futebol é mesmo assim. Há que desfrutar do momento com humildade".

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20:29 há 1 horas

«Fico feliz por estar de volta ao Sporting e à equipa B»

O que disse aos jogadores para causar surpresa no adversário? E em relação ao Salazar e ao Maxi, que saíram com queixas, pode adiantar alguma coisa?

"Disse aos jogadores para entrarmos com uma dinâmica muito forte, porque não iríamos causar surpresa apenas pelo sistema, mas pela atitude competitiva. Mudar o sistema e ficarmos parados, sem dinâmica, nunca causaria desconforto ao Shakhtar. Eles não estavam preparados para jogarmos com aquele losango no meio. O treinador deles frisou isso e vi-o no banco a dar indicações para dentro no sentido de anular essa estrutura. Acabámos por desbloquear a organização defensiva do Shakhtar, que tinha dificuldades nesses momentos. Vi três jogos deles na Liga Ucraniana e as partidas frente ao Inter e ao PSV. Isso foi importante para mim, tal como a forma como preparam os jogadores para chegar à equipa B com esta qualidade, além do trabalho de recrutamento. Vou continuar a fazer o meu trabalho na equipa B, que me dá um prazer enorme. É um contexto competitivo bastante equilibrado na Segunda Liga, onde estou quase a atingir os 100 jogos. Relativamente à outra questão, a direção sabe perfeitamente o que é melhor para o Sporting. Estou tranquilo. Fico feliz por estar de volta ao Sporting e à equipa B, ajudando estes jovens a crescer e a tornarem-se competitivos para chegarem um dia à equipa principal. Hoje foi bom desfrutar disto, o que já me deixa muito feliz e orgulhoso como sportinguista."

E a segunda questão?

"Maxi por cansaço e Zalazar um toquezinho no joelho, nada de especial..."

20:23 há 1 horas

«Os treinadores entram e saem... O clube fica sempre»

Falava-se da revolução que fez e que foi muito bem-sucedida pelos jogadores. Depois, por outro lado, é impossível passar despercebido ao final do jogo quando é claramente ovacionado por parte dos adeptos do Sporting. Acredita que os jogadores também se vão adaptar rapidamente a Paulo Fonseca?

"Os jogadores e nós, treinadores, temos de estar preparados para este tipo de situações. Fomos chamados para fazer um jogo, é uma situação diferente do normal, mas os jogadores adaptam-se bem. Os jogadores entram e saem, os treinadores entram e saem, e o clube fica sempre. O mais importante é sempre o clube. Não é o treinador, não é o presidente, não são os jogadores; o Sporting tem de estar acima de todos nós. A direção sabe perfeitamente o que é melhor para o clube e tem demonstrado isso nos últimos anos. Nós estamos aqui para cumprir o nosso papel e a nossa função específica. Dou os parabéns aos jogadores e a esta direção. Quando cheguei foi tudo fácil, tinham tudo preparado. Esta estrutura está muito bem organizada em todos os departamentos. Torna-se fácil para um treinador chegar e ter sucesso, porque conheço o Sporting há muitos anos — saí, voltei — e o clube está muito melhor, muito mais preparado para jogar nestes palcos da Liga dos Campeões. Temos de dar continuidade a isso, seja comigo ou com outro treinador. Os jogadores têm de perceber a exigência que este clube nos obriga a ter em termos de rendimento desportivo. É continuarmos humildes no nosso caminho que as coisas vão correr bem. Acredito bastante que o Sporting vai fazer uma excelente época. Tem jogadores a crescer que precisam de tempo e espaço, e vai correr bem porque as coisas estão alinhadas para isso".

20:21 há 1 horas

«Jogadores foram muito recetivos e humildes»

Análise às mudanças na estrutura da equipa:

"Jogar com aqueles três médios com esta rotação para encaixar nos médios do Shakhtar, onde conseguimos ter o espaço central controlado. Na largura tínhamos o Maxi sempre protegido pelo Inácio e o Geny sempre protegido pelo Quaresma. Por dentro, em zonas interiores, muitas vezes saltavam o Quaresma e o Inácio quando o Doumbia estava mais alto ou o Silas mais alto. Eles perceberam bem a ideia. Dou-lhes os parabéns no final pela inteligência tática e pela capacidade de se adaptarem num ou dois treinos, com muito treino de vídeo para perceberem as movimentações. Foram muito recetivos e humildes, o que nos permitiu alcançar uma vitória importante para o nosso clube. Isso foi o mais importante de tudo."

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20:17 há 2 horas

Tiago Fernandes toma a palavra

No rescaldo da vitória (0-1) do Sporting frente ao Shakhtar na 4.ª jornada da Champions, Tiago Fernandes vai à sala de imprensa de Stamford Bridge responder às perguntas dos jornalistas.

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