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Frederico Varandas deixou claro que todos no Sporting pensam em ser campeões mas falou em "racionalidade e inteligência" para lá chegar
Frederico Varandas deixou claro que todos no Sporting pensam em ser campeões mas falou em "racionalidade e inteligência" para lá chegar, recordando um passado recente de elevado investimento. "Tivemos de pagar 50% daquele plantel em nove meses por uma jogada de risco", disse numa entrevista à Sporting TV, referindo-se à gestão de Bruno de Carvalho.
Ao mesmo tempo, o presidente leonino desvalorizou as receitas que os rivais têm obtido, seja por força das vendas ou presença na Liga dos Campeões, admitindo, sim, preocupação com "os anos que eles têm de estabilidade": "Têm décadas. E isso é que faz a diferença."
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Candidatura ao título?
Há um ano ou 9 meses, diriam que era quase impossível alcançar o que alcançámos. Eu sempre acreditei, mesmo após derrotas. É essa confiança que tenho para o ano, quando digo que vamos fazer melhor. Se ficámos em terceiro, vamos ter de ficar acima. É uma realidade para mim.
Pé de igualdade para os rivais?
"É possível ser campeão? Não há uma pessoa neste grupo que não tenha essa ambição. Temos de ter racionalidade e inteligência para sermos campeões. Nestas quatro décadas de vida assisti o Sporting dar grandes passos mas depois dar dois ou três atrás. Ganhávamos um campeonato e depois era uma travessia no deserto. É fácil e muito perigoso jogar póquer novamente, pôr as fichas todas. Depois é uma tragédia se não formos campeões. Tivemos de pagar 50% daquele plantel em nove meses por uma jogada de risco."
Crescer de forma sustentada
Quero que o Sporting dê um passo para a frente sem ter de dar dois atrás. Temos capacidade para reduzir esta décalage e estarmos sempre na luta pelo título. Não se luta indo ao museu mostrar os troféus. O Sporting tem de perceber que não pode perder mais tempo. Eu quero o primeiro lugar, mas queremos crescer de forma sustentada para nunca mais estarmos 17 anos sem ganhar um título. Para isso é preciso rigor, frieza e inteligência. Se for assim, a consequência é ser campeão, mais tarde ou mais cedo."
Vai dar as armas a Keizer para lutar por todos os títulos?
"Vou dar para fazermos melhor do que no ano passado. Se sinto a décalage para os rivais? O preço do populismo é demasiado alto, leva-nos a viver na ilusão. Depois no dia em que acordamos, deparamo-nos com um gap entre o nosso clube e os rivais. Nada se alcança com populismo, bazófia e demagogia. Só com trabalho sério. É verdade que se fala que os rivais têm X de receitas, de vendas… Mas o número que mais me incomoda são os anos que eles têm de estabilidade. Têm décadas. E isso é que faz a diferença.
Supertaça Cândido de Oliveira
"Vamos lutar exatamente da mesma maneira que lutámos na Taça de Portugal e na Taça da Liga. Não quero tirar mérito a nenhuma conquista, mas estas taças foram tiradas a ferros. Vamos defrontar novamente o nosso histórico rival, o nosso grande rival. Para ganharmos aquela taça tivemos de deixar cair Benfica e FC Porto. É com esta ambição que vamos jogar a 4 de agosto."
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