Frederico Varandas reitera ideia: «No dia em que houver voto eletrónico à distância, o poder fica descentralizado»

Presidente do Sporting aponta que a proposta é o "poder que uma minoria não quer perder para condicionar uma maioria"

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• Foto: Sporting CP
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No editorial da edição desta semana do Jornal Sporting, o presidente dos verdes e brancos, Frederico Varandas, volta a apontar baterias para a questão em torno do voto eletrónico à distância, uma proposta que foi colocada na ordem dos trabalhos na última Assembleia Geral leonina e que, porém, não teve o número de votos suficientes (75%) para ser aprovada pelos associados. 

No artigo desta quinta-feira, o líder do clube de Alvalade reitera a ideia já deixada pública anteriormente acerca da proposta que tem como base o voto eletrónico à distância, garantindo que se trata de um "poder que uma minoria não quer perder para continuar a condicionar uma maioria".

"No dia que houver voto eletrónico à distância o poder fica realmente disperso e descentralizado por todos os Sócios do Sporting CP, e nunca mais por grupos minoritários. Este é que é o verdadeiro cerne da questão do voto eletrónico. O poder que uma minoria não quer perder para continuar a condicionar uma maioria", sublinha o presidente do Sporting, questionando: "Queremos que uma minoria de 600, 800 Sócios continue a decidir por mais de 100  000 Sócios com poder de voto? No dia em que o voto seja Universal, nunca mais um grupo qualquer consegue controlar ou condicionar uma Assembleia."

Recorde-se que a AG decorreu precisamente num dia marcado pela realização do jogo dos núcleos, um momento que trouxe 51 núcleos oficiais considerados pelo Sporting à partida que colocou frente a frente os leões e o Arouca, no Estádio José Alvalade. Ainda assim, a afluência à AG do clube ficou aquém do esperado, tal como admitiu o próprio presidente. 

"Aceitaremos sempre os resultados, sejam eles quais forem, mas decidamos todos. Desde 2017 que as que eleições nesse ano, em 2018 e 2022 foram realizadas com voto eletrónico, sendo o processo de contagem de votos 100% digital e auditado por uma empresa externa ao clube. A possibilidade de voto eletrónico à distância é a única que permite efetivamente darmos mais um passo à frente, fundamental para que o voto seja Universal. Os 70% que votaram a favor não foram suficientes para cumprir a maioria de 75% exigida pelos estatutos", vincou Frederico Varandas, no editorial assinado no Jornal Sporting.

De resto, o presidente dos leões admitiu, ainda na noite da AG, que o tema em torno do voto eletrónico à distância voltará a ser discutido em sede própria, no futuro, por parte dos sócios do clube. "Cumpriremos sempre os estatutos, assim como o sentido de votação expresso pela maioria. Haverá novo dia, mas de pouco valerá se os sócios abdicarem de exercer o seu principal direito: participar, decidir… votar", recordou também, esta quinta-feira.

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