Fronteira ténue do céu ao inferno
Adrien Silva foi o melhor elemento do Sporting...
Os leões viram-se a ganhar quando já não esperavam, mas passaram à desvantagem quase da mesma forma. A reação chegou mas tardou. A equipa acusou o "toque".
ADRIEN (3)
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Marcou à Real Sociedad, foi uma referência no particular com o Nacional e ontem manteve o andamento elevado, assumindo-se como o elemento mais acutilante e agressivo do meio-campo. Ajudou a construir as situações de maior perigo. Já é certeza no leão de Jardim.
Marcelo Boeck (2)
Viu a bola embater com estrondo no ferro, a remate de Joe Cole, num minuto 13 que foi de sorte. Os companheiros de equipa não lhe facilitaram a tarefa, pois reincidiram em faltas junto à linha de área. Deveria ter sido mais assertivo num par de saídas dos postes. Terá sido o menos culpado nos três golos sofridos, pois estava desprotegido, mas a verdade é que termina o jogo sem uma intervenção capaz de fazer a diferença.
Rojo (2)
Controlou melhor o adversário direto (Maiga) do que as… emoções, razão por que esteve no epicentro de um “ajuntamento” a meio campo (31’), daqueles que podem semear o caos para o resto do jogo – o que em boa hora não aconteceu. Acabaria, no entanto, por perder o despique com o avançado, quando o deixou escapar, no lance golo do empate do West Ham. Partilha culpas com Evaldo no 3-1. Teve o mérito de lutar até ao fim. Em período de descontos fez tudo bem (90’+3), menos o último passe.
Evaldo (2)
Jardim deu-lhe nova oportunidade, depois de ter surgido no onze que defrontou o Nacional, certamente também a projetar o encontro com o Sp. Braga e a possível titularidade de Jefferson. Não conseguiu dar sequência aos indicadores positivos de Rio Maior, pois viu-se pouco em terreno atacantes e nem por isso corrigiu em pleno as debilidades defensivas, que mantém (vide o terceiro golo do West Ham). O entendimento com Carrillo não foi o melhor.
Rinaudo (3)
Começou mal, na medida em que a sua primeira ação relevante no jogo foi uma falta desnecessária sobre Maiga na meia-lua, de que resultou um livre perigoso. Corrigiu de imediato, ao efetuar um corte providencial, antes de Joe Cole, no ressalto, enviar ao poste. Sempre próximo da bola, destacou-se no capítulo da recuperação e ainda ensaiou um remate (40’), que foi o único sinal de vida do Sporting em muitos minutos. Saiu ao intervalo, mas não por falta de rendimento.
André Martins (2)
A maior capacidade física do meio-campo do West Ham retirou-lhe influência na recuperação de bola e na criação de espaços. Esteve mais ausente do jogo do que frente ao Nacional, por exemplo, embora tenha procurado sempre apoiar o ataque. Foi vítima de falta violenta à entrada do segundo tempo e acabaria substituído, sem motivo para recordar o teste com os ingleses.
Capel (3)
Recuperou a titularidade na direita do ataque e evidenciou-se como um dos jogadores mais dinâmicos e inconformados dos leões, até ao intervalo, não obstante alguma inconsequência nas iniciativas. Conseguiu abrir espaços no corredor, convidando Welder a apoiar o ataque, o que sucedeu com menor frequência do que seria expectável, se o brasileiro estivesse mais integrado na equipa. Competente na cobrança da grande penalidade, imediatamente antes de ser substituído, igualmente não por motivos de desempenho.
Carrillo (2)
Rematou por cima logo aos 2 minutos, prometendo um jogo ao nível do que realizou em Rio Maior com o Nacional, mas desta vez não encontrou os espaços de que dispôs diante dos madeirense nem teve a capacidade de desequilibrar pelos próprios meios. Caiu na tentação de segurar demasiado a bola, prolongando o drible, quando podia tentar o passe de primeira. Foi decaindo de rendimento e saiu esgotado.
Filipe Chaby (1)
Ao fazê-lo entrar, com William Carvalho, no segundo tempo, Leonardo Jardim voltava ao onze que iniciou a partida com o Nacional. Movimentou-se bem mas o seu futebol mais técnico não derrubou a muralha dos ingleses. Acusou, como a restante equipa, a súbita desvantagem no marcador.
Wilson Eduardo (2)
Confirmou qualidades de desequilibrador. Com ele em campo, Leonardo Jardim alargou a frente ofensiva e ganhou uma unidade capaz de romper por qualquer dos flancos, assim como entrar pelo meio. Empurrou a equipa para o ataque e foi premiado com o golo que reduziu a desvantagem.
REFORÇOS À LUPA
Welder (2)
Não tomou sempre as decisões mais acertadas, mas também não cometeu um erro que possa considerar-se inaceitável. Estreia irregular.
Maurício (3)
Pode até não ser suficiente para uma época longa e desgastante, mas o brasileiro tem tido uma virtude: não complica. Pecou apenas pela falta de critério na falta.
Montero (2)
Órfão dos movimentos envolventes do meio-campo, o colombiano passou eternidades sem ter uma bola jogável. Um par de remates e coassinatura no penálti que dava a vantagem ao intervalo.
William Carvalho (2)
Não ficou isento de culpas no lance do empate (deixou fugir Nolan) assim como no 2-1 (Morrison rematou da sua zona de ação). Ainda assim, mostrou que é mais “6” do que Rinaudo.
Cissé (1)
Foi o intérprete da estratégia de risco de Jardim, alargando a frente de ataque. Conferiu poder de choque e movimentou-se bem. Chegou atrasado a sobra de Wilson Eduardo (86’).
Gerson Magrão (1)
Na estreia, entrou para o último assalto à baliza do West Ham, assumindo o lugar de Adrien. Capacidade de passe e visão a prometer para novos testes.