Investir na juventude a pensar no retorno

Investir na juventude a pensar no retorno
Investir na juventude a pensar no retorno • Foto: SÉRGIO LEMOS
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A contratação de André Geraldes, lateral-direito que na segunda metade desta temporada representou o Belenenses, mas que se encontrava vinculado ao Istambul BB, encaixa perfeitamente naquela que é a visão dos homens que dirigem os destinos do futebol do Sporting. Marco Silva incluído.

O objetivo é recrutar jogadores jovens, talentosos, com grande margem de progressão, que possam “crescer” nas fileiras leoninas e permitam ao clube recuperar futuramente o dinheiro investido, com as mais-valias decorrentes da aposta feita. Pelo meio, contribuirão desportivamente para o sucesso da equipa verde e branca. O ciclo encerra-se quando os próprios jogadores retiram dos êxitos coletivos a valorização individual que lhes permite dar o salto para patamares mais competitivos e aliciantes, do ponto de vista financeiro.

A ideia não passa por vender o mais depressa possível, para obter encaixes imediatos, mas sim por vender... no momento certo, no momento em que os responsáveis leoninos entendam que determinado elemento já deu o seu contributo para o sucesso da equipa ou que existe uma proposta de todo irrecusável.

Exemplo prático: William Carvalho. O presidente do Sporting insiste que este não deixará Alvalade, apesar de meia Europa estar atenta ao que o médio, de 22 anos, irá fazer noCampeonato do Mundo do Brasil, para tentar “desviá-lo” da equipa de Marco Silva. Por vontade do presidente dos leões, este não é o momento indicado para que saia, mas até poderá partir, mediante o aparecimento de uma proposta que deixe Bruno de Carvalho sem argumentos... A cláusula de rescisão é de 45 milhões de euros.

Igual tratamento

Ora, os quatro reforços assegurados até este momento pelos leões – Paulo Oliveira, Simeon Slavchev, Oriol Rosell e André Geraldes – têm cláusulas de rescisão iguais à do médio que tem encantado a Europa, pois é convicção dos dirigentes que todos eles poderão atingir índices de desenvolvimento e valorização que os torne, tal como William Carvalho, cobiçados por clubes de maior dimensão do ponto de vista económico.E o Sporting quer ter na sua posse o direito de decidir se é o momento certo para este ou aquele jogador deixar o clube.

O importante passa a ser não apenas a realização de mais-valias, mas também aquilo que a equipa de Marco Silva pode retirar de cada um dos reforços, durante o tempo em que estes permaneçam no clube. Só assim será possível desenvolver um projeto de médio e longo prazo.

ANDRÉ GERALDES - Comparado a Daniel Alves

Gonçalo Brandão esteve seis meses com André no Belenenses e não hesita em elogiá-lo. “Nos últimos três ou quatro anos o Geraldes foi o jogador que mais me impressionou.Brincava com ele e chamava-lhe Daniel Alves”. Está tudo dito!

PAULO OLIVEIRA - Muito forte e muito rápido

Francisco Chaló treinou-o no Penafiel e nunca duvidou do seu potencial. “Na altura disse que era melhor do que o Ricardo Carvalho no ‘timing’ e na idade. O Ricardo demorou mais tempo a definir-se. O Paulo mostrou logo o que é: muito forte e muito rápido.”

ORIOL ROSELL - Parecido com Busquets

Luís Gustavo, do Rio Ave, fez a formação no Barcelona com o médio-defensivo. “Oriol é um grande jogador, tem enorme potencial e grande qualidade de passe, é evoluído tecnicamente. É parecido com Sergio Busquets”. Palavras... para quê?

SIMEON SLAVCHEV - Bom a defender e a atacar

Iordanov, antiga referência do Sporting, não tem dúvidas sobre o potencial do box-to-box. “É tão bom a atacar como a defender, até porque no último campeonato marcou 13 golos e foi considerado o melhor jovem jogador de 2013”. Qualidade atestada!

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