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Jogadores aceitaram a ideia com agrado e que a mesma tem funcionado como um importante fator no que respeita ao reforço do espírito de grupo...
Desde o início da temporada que cada quarta-feira tem uma agenda definida para o plantel leonino: é dia de treino bidiário em Alcochete. Uma realidade estipulada pelo treinador do Sporting, Leonardo Jardim, a qual se repete sem exceção desde julho, e que vai muito além do simples trabalho realizado no terreno: o técnico madeirense apostou, desde o princípio, em criar um forte espírito de união entre os jogadores.
Conhecido por potenciar o bom relacionamento nos grupos que lidera, o treinador madeirense, de 39 anos, fez questão de explicar aos seus jogadores, logo no início da temporada, que as rotinas semanais passariam a incluir um dia (neste caso, quarta-feira) no qual o plantel estaria junto de manhã até ao final do dia. Um cenário que tem sido cumprido de forma escrupulosa e que passou a ser encarado pelos jogadores como “um dia especial” de trabalho.
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Com efeito, Record sabe que os jogadores sportinguistas aceitaram esta ideia com agrado e que a mesma tem funcionado como um importante fator no que respeita ao reforço do espírito de grupo, o mote principal da dinâmica promovida pelo treinador verde e branco.
Aliás, numa forma de fomentar a dinâmica coletiva da equipa, Jardim faz questão que todo o grupo saiba aquilo que cada um dos jogadores tem de fazer em campo, um conhecimento intrínseco que aumenta a probabilidade de diminuir o erro global.
De manhã à noite. Todas as quartas-feiras os jogadores se concentram em Alcochete logo pela manhã, tomam o pequeno-almoço juntos, seguindo depois para o treino matinal. Após a sessão de trabalho, o grupo almoça todo junto – sem sair da Academia –, a que se segue um período onde os jogadores aproveitam para se divertirem e confraternizarem (PlayStation, conversas, jogos de mesa). Esta é, aliás, uma das fases mais importante desta rotina, na qual existem mesmo “desafios” combinados com antecedência entre os jogadores, num ambiente que ajuda a fortalecer a amizade e espírito de equipa.
Posteriormente, os jogadores recolhem aos quartos e descansam durante algumas horas, numa fase que antecede o treino da tarde. Concluída a sessão vespertina, o grupo de trabalho passou cerca de 9 horas junto (costumam abandonar a Academia de Alcochete pelas 18 horas). Uma prática semanal, que os jogadores vivem com intensidade e que permite ao treinador trabalhar, não só a vertente física, como também a parte psicológica dos seus atletas.
Eficaz
Este método, simples mas eficaz, tem funcionado, de forma muito importante, para um ambiente de grande união em torno dos objetivos do emblema verde e branco. Os jogadores têm, por diversas vezes, manifestado, nas redes sociais e mesmo em declarações, a importância da união que se vive no balneário, e este é o reflexo de uma política de trabalho que começa a dar os seus frutos. Há trabalhos invisíveis... cujos reflexos costumam dar nas vistas. E, neste caso, pelas melhores razões.
IDEIAS-CHAVE
Explica a cada jogador aquilo que pretende individualmente e para cada jogo específico. Leonardo Jardim dá muita importância ao espírito de grupo e promove várias iniciativas que o sustentem
O treinador verde e branco não permite que o grupo seja afetado por comportamentos individuais. Exige sempre que os jogadores cumpram aquilo que lhes é pedido
Faz questão de manter todo o grupo motivado, mesmo os que não jogam com tanta regularidade. Promove várias conversas individuais com os jogadores todas as semanas
Um sonho realizado
Não é de agora que Leonardo Jardim se apresenta como uma pessoa com objetivos bastante bem definidos. Com apenas... 15 anos, o madeirense dizia, à frente de uma câmara de televisão, no decorrer de um jogo dos leões, que um dia ainda haveria de treinar o clube do coração. “Um dia hei de treinar o Sporting”, assinalava, 23 anos antes de concretizar o sonho.
A 20 de maio, na sua apresentação oficial como técnico dos verdes e brancos, Jardim lá confessou o que toda a gente já sabia. “Estou feliz por este sonho se ter realizado. E estou feliz de duas formas: da pessoal, pois estou no clube que gosto; e da profissional, pois vou dirigir um dos maiores emblemas de Portugal.”
Mal terminou a conferência de imprensa, que contou com Bruno de Carvalho como mestre de cerimónias, o treinador deitou logo mãos à obra e abdicou do habitual período de férias para começar a preparar a temporada leonina. Depois de Camacha, D. Chaves, Beira-Mar, Sp. Braga e Olympiacos, eis que Jardim chegou à cadeira de sonho. Bem, e parece que, por agora, está bem confortável...
Confiança total em Vieira, Caldeira, Moita e Nélson
Outro dos aspetos essenciais na forma como Leonardo Jardim lidera o seu grupo é o facto de ter total confiança numa equipa técnica que o acompanha há alguns anos. À parte de Nélson Pereira, treinador de guarda-redes que já é “da casa”, António Vieira, Nélson Caldeira e Miguel Moita já são parte importante da manobra do madeirense. No Canadá, no estágio de pré-temporada, Record atestou isso mesmo: Jardim dividia, por diversas vezes, o grupo de trabalho em dois, sendo que este, juntamente com Vieira, dirigia um, deixando Caldeira e Moita na preparação do outro. Todos, sem exceção, sabiam o que deviam fazer e o técnico dos verdes e brancos não tecia um comentário à liderança do restante conjunto.
Tudo ao pormenor e porta aberta para quem precisar
A 21 de maio, o nosso jornal dava-lhe a conhecer uma das “manias” de Leonardo Jardim em todos os clubes por onde passa. “Não marco reuniões, tenho informação direta. Chego ao clube às 9 horas e ando hora e meia de um lado para o outro, sem rumo certo. Converso com quem me cruzo, ando por zonas onde não é suposto. Observo e sinto o ambiente. Escuto, escuto e escuto”, explicou Jardim sobre a Gestão Andando de um Lado para o Outro (G.A.L.O.). Mas o madeirense não fica por aqui: tem sempre a porta do seu gabinete aberta para qualquer jogador, seja para falar sobre questões profissionais, seja para, na pele de “melhor amigo”, ajudar os atletas com questões pessoais.
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