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Karen Ribeiro abandonou uma carreira para acompanhar Mário Jardel. Para trás deixou um título de Miss Brasil e hoje assume o papel de mãe e mulher. Mas sempre com os seus objectivos pessoais bem presentes. A aposta imediata é no jornalismo. No Dia Internacional da Mulher, a ex-modelo pede uma maior emancipação do sexo feminino, mas cabe às mulheres lutarem pelos seus direitos e igualdades
KAREN Ribeiro foi Miss Brasil. Hoje é a mulher de Jardel. Mas faz questão de não perder a sua personalidade, apesar de há pouco mais de seis anos ter abdicado da sua vida profissional para casar com o goleador sportinguista. No Dia Internacional da Mulher, a ex-modelo fala das dificuldades que passou, das dúvidas que teve de ultrapassar para apostar na sua relação e dos objectivos que tem para o futuro.
Acha que cada vez mais as mulheres estão a emancipar-se, mas ainda falta um passo para que exista igualdade de direitos. Em Portugal, por exemplo, "nota-se algum machismo", sendo esta uma realidade um pouco diferente no Brasil. "Lá as mulheres usufruem de mais igualdade, mas, no geral, sou da opinião que temos de lutar mais pelos nossos direitos", frisou.
No papel de mãe de Jardel, filho, de 5 anos, e de Vitória, de 3 anos, Karen Ribeiro confessou que gostava de passar o seu futuro em Portugal.
– Qual é o seu clube?
– No Brasil sou do Grémio de Porto Alegre. Em Portugal sou do Sporting.
– Porque o Jardel joga no Sporting?
– Não. Aprendi a gostar do Sporting. Não é qualquer clube que faz o que o Sporting fez pelo Jardel. Uma coisa é contratar um jogador que está bem e a marcar golos, outra é fazê-lo a um atleta que vinha de uma operação, estava parado há dois meses e psicologicamente em baixo. É preciso confiar muito no seu potencial. Por parte dos adeptos sentimos todo o carinho possível e isso fez o Jardel renascer e os responsáveis da SAD deram-lhe um apoio especial. Acredito que foi a pior fase da carreira dele e sei que o Jardel pensa da mesma forma que eu. Estamos muito gratos ao clube. Se me perguntar onde gostaria que o Jardel acabasse a carreira dele, eu respondia sem hesitar que é no Sporting. Mesmo que um dia saia, gostava que voltasse para terminar em Alvalade.
– Nessa fase negativa , a Karen sentiu que o seu apoio era importante?
– Acho que sim, mas eu também estava abalada. Estávamos sem casa e não podia andar com os miúdos de um lado para o outro. Estivemos quase um mês separados, enquanto o Jardel tratava das coisas e esteve com o sr. Artur, que é um 'amigão'. Estávamos perdidos, sem saber o futuro e perguntámos muitas vezes para onde íamos.
– Até que apareceu o Sporting...
– Nessa altura apoiei o Jardel. Ele confessou que gostava de jogar num clube que estivesse na Liga dos Campeões, mas sempre lhe disse que Deus podia ajudá-lo a provar que era bom e um óptimo 'artilheiro'.
– A sua infância no Brasil foi complicada como a de grande parte dos miúdos?
– Não. A minha família era de uma classe média/alta, porque o meu pai sempre teve cargos de director. De tal forma que, quando lhe disse, aos 15 anos, que queria trabalhar, porque não queria mais depender do dinheiro dele, ele ficou indignado e perguntou porquê. Então disse-lhe que queria trabalhar em "part-time" e estudar à noite. Ele não gostou e conseguiu um emprego de manhã, para eu poder estudar à tarde.
– E que tipo de cuidados tem, agora, com o Jardel, filho e com a Vitória?
– Não lhes dou tudo o que pedem, porque eles têm de saber os seus limites. Às vezes tenho mesmo de lhes dizer que não tenho dinheiro, para não os acostumar mal. Quero que saibam que podem contar sempre com os pais, mas com limites.
"Não hesitei casar"
– Há muito quem defenda que ser mulher de um jogador é sinónimo de ter uma vida fácil. Concorda?
– As pessoas pensam que as mulheres dos jogadores não trabalham, mas não é bem assim. O meu caso contraria essa ideia. Mas se isso acontece é porque nós temos uma dificuldade extra, já que nunca sabemos onde vamos estar amanhã. Além disso, os nossos maridos necessitam muito da nossa companhia e apoio, quando estão em casa. Não nos limitamos a gastar dinheiro. Eu sou contra isso e seguro muito o dinheiro, porque penso muito no futuro e não sei como será o dia de amanhã. Vivemos bem, é certo, mas não esbanjamos dinheiro em coisas fúteis. Por exemplo, não trocamos de carro de seis em seis meses.
– Como é que lida com os fãs de Jardel?
– Já estou acostumada ao facto de não ter privacidade, quando vou às compras, ao centro comercial, passear. Esses são aspectos que fazem parte da vida das figuras públicas. Pior era se o Jardel passasse despercebido.
– Hesitou em abandonar a sua carreira de modelo, por causa de Jardel?
– Ele pediu-me em casamento e não hesitei. Aceitei naquele preciso momento. Na altura pensei que se aparecesse uma oportunidade, queria trabalhar. Estava habituada a trabalhar desde os 15 anos e sempre tive a minha independência. Entretanto, casei, fiquei grávida, mas agora os meus filhos já estão mais crescidos e não necessitam que passe 24 horas ao lado deles.
"Apostar no jornalismo"
– Como surgiu a ideia de ser jornalista?
– O meu pai era jornalista e foi director de uma televisão e de um jornal. Eu ia lá muitas vezes e gostava muito. Pouco tempo antes de casar tive uma proposta para apresentar um programa, numa televisão em Porto Alegre. E eu pensei: 'Meu Deus, agora aparece tudo junto.' Não pude aceitar, mas tive a certeza que um dia iria poder concretizar esse sonho. Comecei a fazer o meu programa na NTV e está a ser muito bom. Noto que cada vez mais estou a evoluir, as diferenças são muitas e tenho de agradecer aos meus directores, que me têm ensinado bastante.
– O facto de ser a mulher de Jardel pode abrir-lhe portas?
– Pode abrir e fechá-las. Acredito que estou na televisão porque tenho os meus méritos e não apenas porque sou mulher do Jardel. Se não soubesse falar e não tivesse algum valor não adiantava ser casada com quem sou.
«Posar na 'Playboy' foi momento alto»
Os preconceitos não fazem parte do vocabulário de Karen Ribeiro. "Nunca me importei muito com o que os outros pensariam", admitiu a simpática ex-modelo. Por isso, reconheceu que "posar para a 'Playboy' foi um dos momentos altos" da sua carreira, embora tenha "hesitado quando o convite surgiu".
"Depois eles foram pressionando e perguntei aos meus pais o que achavam. Eles eram liberais e o meu pai chegou a dizer-me que respeitaria a minha decisão, desde que tivesse vontade e conhecesse as consequências. Além do mais, no Brasil só as grandes actrizes e modelos é que pousam para a 'Playboy". Decidi ir em frente porque iria dar-me projecção. Não me arrependo, até porque foi assim que conheci o Jardel", confessou.
Mas da sua carreira, Karen recorda também "outro momento alto", que se tornou "numa experiência sem igual". "Foi quando fui eleita Miss Brasil. Fui à Bolívia e à Costa Rica e foi fantástico", acrescentou.
«Estou em Lisboa como no Brasil»
Em Lisboa, Karen já fez amigos e já escolheu os seus locais preferidos para passear. "Estou aqui, como estaria no Brasil. Sinto-me em casa." Alguns dos seus tempos livres são passados "na igreja, ou em reuniões de mulheres de Atletas de Cristo", mas a deslocação ao ginásio e os filhos também ocupam os seus dias. "Além disso, estou a tirar um curso de inglês. Às vezes também vou ao parque passear e ao cinema quando posso", afirmou.
Regresso ao Brasil colocado de parte
A ex-modelo não hesita e diz que o futuro da família Jardel passa pelo nosso país: "Hoje a nossa vida é em Portugal". Sem problemas "de adaptação a novos locais", Karen disparou: "Temos que fazer por estar bem, sabendo que existem sítios bons e outros maus. Se pensássemos nisso, não podíamos viver em nenhum local, principalmente no Brasil. Uma família bem estruturada é o mais importante e, sendo assim, vou para qualquer lugar. Até para o Japão ou para a China", complementou.
«Não gosto e não sei cozinhar»
Karen admite-o sem qualquer problema: "Não gosto muito de cozinhar, até porque não sei". De qualquer forma, "e quando é preciso", não vira as costas à cozinha, apesar de o melhor marcador do campeonato português dizer que "não gosta" da sua comida. "Mas ainda no outro dia comeu dois pratos de macarrão feito por mim", desabafou, com um sorriso nos lábios. Em casa da família de Jardel existe "uma cozinheira brasileira que todos os dias faz comida do nosso país", porque a ex-modelo e o avançado não dispensam "feijão e arroz".
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