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Em campo, parecem gémeos de diminuta estampa física. Ontem, em Barcelos, André Martins e Fredy Montero foram os dois gigantes em cima dos quais o Sporting construiu uma vitória mais suada que brilhant
Em campo, parecem gémeos de diminuta estampa física. Ontem, em Barcelos, André Martins e Fredy Montero foram os dois gigantes em cima dos quais o Sporting construiu uma vitória mais suada que brilhante, mas ainda assim suficiente para assumir, isolado, a liderança da Liga.
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Os 2-0 sobre um Gil Vicente até aqui invicto em casa foram construídos com dois golos do colombiano e graças a uma exibição admirável do médio português. Montero foi clínico e tecnicista no 0-1 e oportuno no 0-2; André Martins mostrou-se um exemplo de dinamismo na criação e apareceu ainda com frequência em zonas de finalização.
O jogo em si não começou particularmente excitante. As duas equipas encaixaram na perfeição o respetivo 4x3x3 no do adversário, de forma que no primeiro quarto de hora só se viram dois remates, um para cada lado, e ambos na sequência de cantos. A dinâmica do Sporting a meio-campo, contudo, permitia aos leões superiorizarem-se ao adversário. André Martins era, então, a peça móvel de um onze que está muito bem trabalhado taticamente:ora aparecia na direita, criando desequilíbrios; ora surgia ao meio, procurando a conexão com Montero; ora avançava para zonas de finalização, causando embaraço a uma defesa do Gil Vicente que também não primava pela desenvoltura de processos.
Foi um mau alívio de Gabriel, aliás, que abriu o caminho à vitória leonina, num lance onde Montero mostrou grande capacidade técnica e uma frieza fora do comum, a desviar a bola do guarda-redes quando este saiu ao seu encontro. A ganhar aos 19’, porém, como que inebriado com o perfume da liderança que se adivinhava, o Sporting arrefeceu e permitiu a reação do Gil Vicente. João Vilela (aos 24’), Diogo Viana (de livre, aos 28’) e César Peixoto (à entrada da área, aos 29’) tiveram boas oportunidades para empatar, mas nunca acertaram sequer na baliza de Rui Patrício, pelo que o intervalo chegou sem sobressaltos.
A animação haveria de chegar, mas só na segunda parte. Primeiro foi Wilson Eduardo que, isolado por Cédric, pegou mal na bola e a fez subir demasiado, quando tinha o 0-2 nos pés (aos 53’). Cinco minutos depois foi a vez de Paulinho ver Rui Patrício tirar-lhe o empate, numa intervenção decisiva. O Gil Vicente crescia, mas nessa altura foi traído por uma atitude descontrolada de Pecks, que travou um contra-ataque leonino com uma entrada violentíssima sobre William Carvalho e viu um justificado cartão vermelho.
Com dez homens, João de Deus recuou Luan do meio-campo para o centro da defesa, passando a organizar-se num 4x2x3, mas a sua equipa morreu aí, porque César Peixoto e Vítor Gonçalves não chegavam para os três médios leoninos. Osegundo golo leonino tornou-se, então, uma questão de tempo. Não chegou logo aos 70’, por André Martins, que chutou por cima, nem aos 72’, quando Carrillo obrigou Adriano a uma boa defesa, mas apareceu mesmo dois minutos mais tarde: Capel fez a diagonal da direita para o meio e chutou para nova defesa de Adriano, só que desta vez Montero estava lá para fazer a recarga.
A imensa força de apoio do Sporting em Barcelos começou desde logo a festejar uma liderança que ninguém esperaria há uns meses, sem muito interesse no que faltava de um jogo que os próprios futebolistas deixaram que se arrastasse até final sem grandes motivos de interesse. A exceção terá sido um remate de Brito ao poste da baliza de Rui Patrício, quando já se entrava no período de descontos. Para os leões, era tempo de festejar o primeiro lugar isolado.
NOTA TÉCNICA (Notas de 0 a 5)
JOÃO DE DEUS fez o que tinha de fazer. Tem uma equipa organizada, reconstruiu-a como pôde após a expulsão, mas estranho seria que, com dez, empatasse. (3)
LEONARDO JARDIM continua impassível. As substituições são as de sempre? As movimentações também? Sim. E resultam. Sinal de que estão bem trabalhadas. (4)
ÁRBITRO: Jorge Sousa fez um jogo inatacável do ponto de vista técnico, tendo também sido quase sempre bem auxiliado no julgamento dos foras-de-jogo. Pode apenas assacar-se-lhe alguma brandura disciplinar com Gabriel e Pecks (este antes de ser expulso, obviamente), a quem podia ter mostrado amarelos. Apitou muito na primeira parte, interrompendo o fluxo do jogo com frequência excessiva, mas não foi elemento a ter em conta. (3)
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