Lista de compras tem de ser curta
Alternativa passa pela equipa B, resgate de emprestados ou aquisições a custo zero...
Com o final da época acaba um ciclo no Sporting. E este facto, por si só, justificará a “necessidade de fazer alterações mais substanciais” na equipa do que a norma pretendida pela nova estrutura, futuramente. É essa a estratégia prevista no programa do presidente Bruno de Carvalho, que diz claramente que, “na constituição do plantel, a estabilidade deve ser respeitada”.
Este princípio, as dificuldades financeiras que o reforçam e os efeitos da não qualificação para as provas europeias farão com que no próximo mercado de transferências a lista de compras dos leões tenha de ser mais curta do que nas últimas temporadas – e até do que aquela que estaria planeada inicialmente, pois o afastamento das competições da UEFA teve consequências negativas.
De acordo com as informações reunidas pelo nosso jornal, apesar de poderem verificar-se mais entradas por via da equipa B, regresso de emprestados, aquisições a custo zero ou cedências, o Sporting não deverá ter margem para realizar mais do que três contratações com peso nos cofres da SAD. O número poderá ser alterado em função de variáveis como a venda de jogadores do atual grupo (a saída de Rui Patrício, por exemplo, teria forte impacto), mas os dados disponíveis neste momento, e considerando a ausência da Europa, apontam apenas para dois ou três investimentos mais elevados, e necessariamente cirúrgicos, nas posições para as quais a equipa possa ter menos soluções – a começar pelo lugar de ponta-de-lança.
O risco de falhar as provas europeias já estava acautelado no planeamento para 2013/14, mas a consumação dessa realidade levará a cuidados redobrados no que toca ao investimento em reforços para a nova campanha. As entradas deverão ser “cinco ou seis”, como estipulava o programa de candidatura de Bruno de Carvalho (eventualmente mais), mas as compras, com gasto direto, poderão ter de ficar pela metade.
Não a endividamento
O presidente idealizou um “plantel principal de 20 jogadores”, com uma mescla de juventude e maturidade, capaz de lutar por um “Sporting campeão”. Mas antecipou uma regra de ouro: “Deverá ser absolutamente proibido aumentar o passivo da SAD por via da compra de passes de jogadores, investindo recursos que não estejam disponíveis.”
O QUE DIZ O PROGRAMA DO PRESIDENTE SOBRE A RECONSTRUÇÃO DO PLANTEL
“Na constituição do plantel para o futebol profissional, a estabilidade deve ser respeitada”
“Quanto menor for o número de jogadores a entrar de novo no plantel, maior será a facilidade de manter rotinas e entendimentos”
“Nos chamados ‘fins de ciclo’ haverá a necessidade de fazer alterações mais substanciais”
“Deverá ser absolutamente proibido aumentar o passivo da SAD por via da compra de passes de jogadores, investindo recursos que não estejam disponíveis”
“Cinco ou seis jogadores, numa escolha cirúrgica, experientes e capazes de acrescentar valor ao plantel existente serão suficientes para a construção de uma equipa que possa lutar pelos objetivos. Lutaremos por um Sporting campeão!”
“Plantel principal de 20 jogadores (...) preparado com base numa equipa formada por jovens talentos da formação leonina e jogadores com maturidade competitiva”
“Polivalência de jogadores. (...) Atletas que permitam a evolução de um ou dois sistemas táticos”
“Jogadores estrangeiros não adaptados ao futebol português apenas se forem mais-valias claras”