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Técnico é visado por "falsas declarações" para justificar falta a reunião no dia 3...
O Sporting acusa Marco Silva de "desobediência" e "má-fé", na nota de culpa que sustenta o processo de despedimento por justa causa, a que Record teve acesso. Os leões consideram que os factos descritos são de "gravidade extrema" e concluem que tornaram "impossível a subsistência da relação de trabalho".
Em causa estão posições públicas do antigo técnico, que alegadamente "contrariam a política estratégica de comunicação" da SAD, sobre vários episódios que marcaram a época, desde os inquéritos disciplinares a Rojo e Slimani, passando pela derrota em Guimarães ou a contratação de Ewerton. O documento lembra que "o conteúdo das declarações do treinador, bem como dos jogadores, é previamente concertado" e acrescenta que compete à direção de comunicação "definir as mensagens a difundir".
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"As palavras proferidas pelo treinador aos órgãos de comunicação social, a propósito das posições assumidas pelo presidente, são expressões que revelam desobediência às instruções do empregador, bem como má-fé na execução do contrato", pode ler-se na nota de culpa, que identifica mais duas violações ao dever de obediência: na "não utilização do fato oficial no jogo Vizela-Sporting" e na "não comparência à reunião de 3 de junho" com a administração da SAD.
Neste caso, o último do histórico relatado, Marco é ainda visado por "ter prestado falsas declarações na justificação" à falta ao referido encontro, "o que constitui uma violação ao dever de lealdade". Segundo o Sporting, "a conduta reiterada" do técnico "foi livre, consciente e voluntária, bem sabendo este que o seu comportamento era proibido".
Perda de confiança
Na contextualização das acusações, o clube defende que Marco se afastou de Bruno de Carvalho pouco após assumir o cargo. "Desde meados de agosto, isto é, pouco mais de um mês após a entrada em funções, e até aos últimos dias, o treinador optou por desligar-se da administração, nomeadamente do seu presidente executivo", sustentam os responsáveis do futebol, sublinhando que a referida atitude se manteve até ao fim, "caracterizando-se por diversos e repetidos episódios que contribuíram, paulatina mas irreversivelmente, para o enfraquecimento da confiança da administração no treinador, a qual ficou fatalmente posta em causa com as declarações e comportamentos ocorridos" imediatamente antes da rutura, os quais "pelos seu teor e relevância causaram danos irremediáveis à relação laboral".
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