Maxi Araújo aborda primeiros tempos no Sporting: «Faltam-me minutos mas isso não é desculpa»

Esquerdino falou do momento que vive tanto no clube como na seleção uruguaia no adeus a Montevidéu

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• Foto: Sport 890
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Pouco antes de se colocar em trânsito entre Montevidéu e Lisboa, onde a partir de amanhã retoma os trabalhos no Sporting, Maxi Araújo teve oportunidade de falar aos microfones da imprensa local e, praticamente sem papas na língua, abordou não só a fase que vive na seleção uruguaia – na qual foi totalista na derrota (0-1) com o Peru e empate (0-0) frente ao Equador – como também os primeiros tempos no Sporting.

"Não parto muito contente, porque nos dois jogos não tive o rendimento que esperava. Apesar dos poucos minutos no Sporting, serviram para ganhar ritmo, rodagem e oxalá possa mostrar um bom nível lá para ter muitos mais minutos e vir à seleção para estar ao nível que todos conhecem", apontou à rádio ‘Sport 890’, lembrando a troca do Toluca para os leões.

"A transferência demorou muito mais do que esperava. Depois, adaptei-me aos poucos. Nos jogos fui entrando muitos poucos minutos. Nos que fui titular, não terminei nenhum. Faltam-me minutos, mas isso não é desculpa. Agora, há que pensar no que vem aí, trabalhar e creio que vou fazer o melhor na minha equipa para poder voltar e fazer dois grandes jogos", sublinhou.

De resto, na partida com o Equador, ‘El Papo’ foi totalista, mas acabou por ser visado pela crítica, que deu nota de um jogador "a render pouco e cansado a partir da hora de jogo".

Mais tempo na celeste do que em Alvalade

Maxi Araújo foi oficializado como reforço do Sporting a 27 de agosto passado, num negócio que custou no imediato 13,6 milhões de euros à SAD leonina. De lá para cá, o esquerdino de 24 anos dividiu o seu tempo entre os compromissos do clube e da seleção uruguaia, ao ponto de somar mais minutos na equipa de Marcelo Bielsa do que nos verdes e brancos desde que aterrou em Alvalade. No total, Maxi já cumpriu nesse período 315 minutos pelo Uruguai, um número acima dos 194’ de leão ao peito. Agora terá tempo para se adaptar ainda mais a Amorim.

Além do mais, questionado sobre a fase na seleção, Maxi foi claro. "Há muito por corrigir. Não nos temos encontrado dentro de campo. Quando jogo com esta camisola desfruto ao máximo e tento dar o meu melhor. Vou corrigir. Faltaram-me muitas coisas. Na próxima vez darei o máximo e estarei muito melhor, não tenho dúvida nenhuma", concluiu.

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