Maxi Araújo surpreendido com Pote e Trincão: «São muito bons e aprendo bastante com eles»

Jogador do Sporting aponta Michael Olise como o adversário mais difícil que enfrentou

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Maxi Araújo recordou as dificuldades na Champions
Maxi Araújo recordou as dificuldades na Champions • Foto: Lusa/EPA
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Já confirmado no Mundial, Maxi Araújo recordou os momentos mais marcantes da sua carreira numa entrevista ao programa 'Por la camiseta', gravado em Portugal, ainda antes de juntar-se ao estágio da seleção uruguaia. Recordando as raízes humildes, o ala destacou o talento de alguns companheiros, e lembrou uma noite na Champions onde Michael Olise o deixou à beira de um ataque de nervos.

Foi no balneário do Sporting que o esquerdino recordou os uruguaios que o antecederam em Alvalade. "Estiveram aqui o Coates, o Ugarte e o Franco Israel antes. A minha máxima sempre foi treinar como jogo, e foi assim que ganhei o meu espaço num grupo que me recebeu muito bem", afirmou o sul-americano destacando o talento de alguns companheiros de equipa: "O Pote e o Trincão são muito bons e aprendo bastante com eles. Sinto-me muito bem aqui, é o clube de onde saiu o Cristiano Ronaldo e a presença dele ainda se nota...treinamos na Academia Cristiano Ronaldo".

O Olise do Bayern... que talento! Chegou a passar por mim fazendo-me um chapéu e um túnel no lance seguinte
Maxi Araújo

Foi já de leão ao peito que teve o privilégio de disputar a Champions, e é com naturalidade que aponta esta prova como a mais complicada dada a qualidade dos jogadores que teve de defrontar. "No primeiro ano diria que foi o Saka, do Arsenal, mas esta época tenho de destacar o Olise, do Bayern...que talento! Chegou a passar por mim fazendo-me um chapéu e um túnel no lance seguinte", recordou o jogador leonino que agora já pensa no duelo com Yamal no Mundial: "Vai ser uma loucura pois nunca sabemos para onde é que ele vai". 

Maxi Araújo já treina com a seleção do Uruguai
Maxi Araújo já treina com a seleção do Uruguai

O sonho celeste

Integrado nos trabalhos da seleção, Maxi Araújo assume que a chamada de Marcelo Bielsa lhe deu uma das maiores felicidades da vida.

"Para mim representar a seleção do Uruguai é o máximo, era o meu sonho e o do meu irmão e quando vou lá... deixa-me louco a possibilidade de usar esta camisola, às vezes ainda faltam 3 ou 4 meses para a convocatória e começo a sentir a falta de estar com os meus companheiros para falarmos e partilharmos mate", confessou o canhoto que até já teve a possibilidade de jogar com o irmão, César, num particular com o México (4-0) a 5 de junho de 2024: "Foi incrível treinarmos juntos e partilharmos tudo no estágio. Eu ainda estava em campo quando ele entrou, jogámos poucos minutos juntos, mas foi uma sensação única".

Para terminar, o camisola 20 dos leões ainda destacou o Montevideo Wandereres como o clube mais "importante da sua vida", e assinalou o apoio que ai recebeu. "Nunca contei isto mas um dia cheguei tarde a um treino e disseram-me que não tinha mais desculpas. Era uma época que estava numa casa onde chovia lá dentro, e eu tinha de levantar-me de madrugada com o meu irmão que ainda era muito pequenino...chegava a dormir num colchão na casa de banho. Na semana seguinte o Jorge Giordano - antigo técnico e atual dirigente da Associação Uruguaia de Futebol - foi a minha casa e resolveu a situação...chorei muito na época mas percebi que quando dizes a verdade as coisas acontecem", concluiu emocionado. 

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