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Onze anos como jogador e ano e meio como técnico fazem do antigo capitão...
Onze anos como jogador e ano e meio como técnico fazem do antigo capitão um conhecedor profundo da realidade leonina e a da maneira de ser do mais recente internacional português...
RECORD – William Carvalho estreou-se terça-feira pela Seleção Nacional. Entende que já é um jogador com estatuto para figurar nos eleitos de Paulo Bento?
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OCEANO – É um jogador de Seleção e, por esse motivo, está no grupo. Com inteira justiça. Devido ao trajeto que tem feito já merecia.
R – Como é que um jogador destes – raro no futebol português – vai rodar para o Cercle Brugge?
O – O William estreou-se em Guimarães, quando eu fazia parte da equipa técnica do José Couceiro, e as nossas indicações iam no sentido de que devia ficar no plantel. Tinha enorme potencial. Depois, acabei por não acompanhar o processo. Sei que foi emprestado, o que, logicamente, não tem nada a ver comigo, pois já não estava no clube. Porém, nestas situações, há o lado negativo e positivo. O negativo foi o Sporting não contar com um jogador que, este ano, demonstrou ter qualidade para a equipa principal. O positivo foi que o empréstimo acabou por fazer com que o William acelerasse o processo de crescimento. Ele aproveitou. Coisa que muitos não fazem. Mérito dele, pela forma como continuou a acreditar no seu potencial. Foi isso que lhe permitiu chegar à primeira equipa do Sporting como se já lá jogasse há 20 anos. Vi os jogos com o Benfica e com o FC Porto, olho para o William e vejo um jogador que não treme, quando está pressionado tem uma facilidade enorme em sair da zona de pressão, em levar a equipa para a frente. Demonstra maturidade enorme para um jogador que está há 3 meses na equipa principal.
R – William Carvalho joga na posição em que o Oceano atuava. Há semelhanças?
O – É um erro queremos comparar. Quando o Cristiano Ronaldo bateu o número de golos do Eusébio houve uma tendência para fazer a pergunta: quem é melhor, Cristiano Ronaldo ou Eusébio? São incomparáveis. Neste caso, o único dado é o de jogarmos na posição 6. No resto, é diferente. Talvez seja possível analisar a capacidade de trabalho do William, porque aí somos iguais... Sei que ele tem uma capacidade de trabalho extraordinária, uma grande entrega ao treino e um enorme capacidade de sacrifício pós-treino. Eu também era assim. Agora, a forma de jogar do Willliam é diferente da minha.
R – O Oceano tinha uma agressividade, em relação ao jogo, que William Carvalho ainda não tem?
O – Concordo. O William aborda os lances de uma forma menos agressiva. Mas, eu também cheguei num contexto diferente. Comecei no Almada, depois passei pelo Odivelas e pelo Nacional... Estamos a falar de um contexto de 2.ª Divisão, mais agressivo. O William esteve na formação do Sporting, depois foi para a 1.ª Divisão belga. Ele cresceu no ambiente do jogar bem, do tratar bem a bola. Mas as coisas podem adaptar-se. O William, agora, terá de ganhar um bocadinho mais de agressividade na forma como aborda os lances. Aquilo que ele está a ter é o que faz falta a todos os jogadores: jogar. Vai refinando as qualidades que tem e aprendendo aquelas que não tem.
R – Nessa perspetiva, William Carvalho deveria permanecer mais algumas épocas no Sporting?
O – Eu concordo, em princípio! Mas, não nos podemos esquecer que, em Portugal, todos os clubes são vendedores. E, se olharmos para o Sporting, que passa normalmente por dificuldades financeiras, logicamente também vai ter de vender. Se aparecer uma daquelas ofertas consideradas irrecusáveis não há como resistir. O William também já tem a experiência de atuar noutros ambientes, e todos os jogadores, hoje em dia, sabem que cada vez mais deixam de ter raízes nos seus clubes. Se tiver de sair, que saia, desde que seja por uma proposta que o clube considere aceitável.
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