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Os médios que inspiram William Carvalho

Os médios que inspiram William Carvalho
Os médios que inspiram William Carvalho

Em Espanha já o compararam a Busquets. Na Bélgica, onde representou o Cercle Brugge, viam-lhe semelhanças com Yaya Touré, que anos antes passara pelo mesmo campeonato (Beveren). Coincidência ou não, o espanhol e o costa-marfinense são, atualmente, as duas principais referências de William Carvalho no meio-campo. E, além destes, só outro nome terá exercido tanta influência no estilo de jogo do internacional português: o francês Zinedine Zidane, primeiro ídolo da carreira, aquele que o médio do Sporting cresceu a admirar e que o fazia querer envergar a camisola 5 sempre que possível.

Aos 22 anos, na conclusão de uma época que o colocou no radar dos grandes campeonatos europeus, William não deixa de perseguir estes três exemplos, de procurar aprender com eles e de rever-se no que fazem dentro de campo. Zidane (o único já retirado), Busquets e Yaya Touré podem considerar-se, por isso, os médios que mais inspiram o futebol do luso-angolano. Acompanhar ou rever encontros em que tenham participado, estudar o posicionamento, a receção de bola ou o critério de passe de cada um são hábitos que William mantém e que junta aos conselhos de Leonardo Jardim, do pai ou dos companheiros para continuar a evoluir e ser cada vez mais eficaz na sua posição. Para isso, tenta também retirar o melhor deste trio “galáctico” de modelos. Em Zidane aprecia a elegância, a técnica e a visão de jogo. Em Touré busca a mesma capacidade física e agressividade atacante. Em Busquets sente-se cativado pela facilidade de passe e pela leitura tática.

Tanto como o estilo de jogo, o percurso de Zidane, Touré ou Busquets é igualmente fonte de inspiração para William. Os três ganharam a Liga dos Campeões, o francês e o espanhol foram campeões da Mundo e da Europa e todos pisaram os maiores palcos do futebol internacional. Busquets e Touré foram, além disso, companheiros na superequipa do Barcelona que ganhou seis títulos num ano.

Em contacto

Por muito diferentes que os trajetos individuais possam ser não é difícil encontrar pontos de contacto mais ou menos distantes com William Carvalho, que o identificam com o passado dos três.

Os pais de Zidane trocaram a Argélia pela França, para escapar à guerra, como fez o pai de William quando saiu de Angola – e assim mudaram os destinos dos filhos. Touré jogou na Bélgica, como o médio do Sporting, e está no Manchester City, rival do United, que pretende contratar o jovem leão. E Busquets, que conquistou a titularidade a Touré em Camp Nou, é talvez aquele que apresenta mais afinidades: passou por pequenos clubes antes de entrar na academia do Barcelona (em 2005, como William no Sporting), era pouco conhecido quando chegou à equipa principal do Barça mas impôs-se rapidamente, estreou-se na seleção em menos de um ano depois de se afirmar no clube que o formou, tem um pai que praticou futebol e, imagine-se, renovou contrato em julho passado e até... 2018!

Prémios em série valorizam época

As boas exibições de William Carvalho garantiram-lhe o reconhecimento nas mais diversas frentes. Se, coletivamente, a qualificação direta para a Liga dos Campeões foi o maior sucesso da época, em termos individuais o médio conseguiu projetar-se para a primeira chamada à Seleção Nacional e foi distinguido com nada menos do que sete prémios do Sindicato de Jogadores. Foi três vezes o melhor jogador da Liga (outubro/novembro, dezembro e março) e quatro o melhor jovem do campeonato (agosto/setembro, outubro/novembro, março e abril), a última das quais confirmada ontem. William recebeu ainda o prémio Stromp de Revelação do Ano e, mais recentemente, assegurou a vitória na pontuação do Melhor Jogador de Record em 13/14. A presença no Mundial deverá ser a cereja no topo do bolo.

No radar de grandes tubarões europeus

A “quase” certeza de Bruno de Carvalho de que o médio ficará no Sporting para jogar a Liga dos Campeões da próxima época (ele que nunca jogou nas competições europeias) só não será uma garantia absoluta precisamente porque William tem na sua peugada alguns dos clubes europeus mais poderosos da atualidade, logo capazes de fazerem valer esse argumento numa negociação. Manchester United, Manchester City, Chelsea, Real Madrid, Monaco, PSG ou Inter têm o camisola 14 do Sporting referenciado e, embora nem todos tenham a mesma capacidade financeira, é certo que a maioria pode aproximar-se (ou cumprir) as pretensões do presidente leonino. E que passam por permitir a saída apenas mediante o pagamento da cláusula de rescisão do internacional português: 45 milhões de euros.

Deve o 14 da camisola a um... avançado

Uma vez médio, para sempre médio. Ao contrário de boa parte dos jogadores que em princípio de carreira ocuparam outras posições que não aquela em que vieram a afirmar-se, William Carvalho sempre jogou no meio-campo nos clubes por onde foi passando. Existiu uma exceção, é certo, quando ajudou a preencher a vaga de um central no Fátima, mas não a ponto de se dizer que o luso-angolano alguma vez tenha hesitado sobre a zona do campo que preferir pisar. Ora, serve a introdução para reforçar a… curiosidade de William ter adotado o número 14 em homenagem a um… avançado pelo qual tem especial admiração, Thierry Henry. Um atacante que fez parte da geração de Zidane na seleção francesa e que hoje, aos 36 anos, continua a jogar nos New York Red Bulls, nos EUA. Com a camisola 14, pois.

OUTRAS REFERÊNCIAS

Patrick Vieira

Na formação do Sporting, William era comparado ao antigo internacional francês, pela semelhança de posições e a compleição física. Por altura da primeira chamada aos treinos da equipa principal, com Paulo Bento, no arranque da época 2009/10, foi esse o modelo escolhido por Record para apresentar o novo talento que despontava na Academia. “Um Patrick Vieira na forja”, escreveu, então, o nosso jornal. Curioso é que Yaya Touré também chegou a ser apresentado pelo irmão, Kolo, como “o novo Patrick Vieira.”

Steven Gerrard

Outro exemplo que William Carvalho aprendeu a admirar desde cedo foi o do inglês Steven Gerrard. No princípio da carreira o médio do Liverpool era mesmo uma das principais referências do luso-angolano. Que admitia ser um... estudioso da forma como Gerrard se movimentava dentro de campo. “A minha referência do meio-campo é Steven Gerrard. Acompanho os jogos dele e procuro perceber como ele recebe a bola e como se posiciona”, dizia a Record, em 2009.

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