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07 abril

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Para este leão menos é mais

Leonardo Jardim já veio a público dizer que preferia ter de jogar as competições europeias...

Para este leão menos é mais
Para este leão menos é mais

“Menos é mais”, frase adotada pelo arquiteto Mies van der Rohe, pode muito bem tornar-se no lema do Sporting em 2013/14. Não porque o objetivo fosse, desde o início, “fazer mais com menos” (a ordem de palavras e de ideias é diferente), mas porque o decorrer da época está a provar que para este leão menos... jogos é igual a mais... rendimento.

Não apurado para as competições europeias, eliminado da Taça de Portugal e à espera de entrar em ação na Taça da Liga, a equipa de Leonardo Jardim é (das 16 que discutem o campeonato) uma das que tem menos encontros realizados nesta temporada: 14, tantos como o Rio Ave. Menos só mesmo o Nacional (13).

Comparativamente aos rivais histórias, a discrepância é significativa, não só a nível de jogos como de tempo de utilização dos habituais titulares. A soma dos minutos do onze do Sporting totaliza menos 6.687 do que o FC Porto (que já efetuou 21 desafios) e menos 3.925 do que o Benfica (em 20 compromissos).

Leonardo Jardim já veio a público dizer que preferia ter de jogar as competições europeias (e que a vantagem é só teórica), mas a maior disponibilidade física dos leões reside muito nesse aspeto e não apenas pelo lado dos jogos. As viagens também são um importante fator de desgaste e, por mais inesperado que possa parecer, os leões ainda não fizeram sequer uma deslocação de avião...

Vantagens

Vidigal conheceu em 1999/2000 a experiência de sair cedo da Europa (à 1.ª ronda, com o Viking) e passar o foco quase em exclusivo para a Liga. Com bons resultados, como se sabe. O antigo médio encontra mais vantagens do que desvantagens no menor número de jogos. “Poderá haver um adormecimento entre cada jornada, mas em contrapartida há muito mais tempo para preparar e assimilar a informação”, lembra, fazendo questão de sublinhar que o Sporting “lidera com todo o mérito” porque “tem sido a equipa mais equilibrada”.

A “gota de água”para o fim do jejum

A histórica quebra do jejum, em 1999/2000, ficou ligada à saída prematura da Taça UEFA, contra o modesto Viking (0-3 e 1-0). Entre as duas mãos, o Sporting concedeu dois empates comprometedores (E. Amadora e Gil Vicente) e mudou de técnico (saiu Materazzi e entrou Inácio). “Foi a gota de água”, recorda Delfim, que admite benefícios do afastamento europeu para o que se seguiu nessa época (título e final da Taça).

“A equipa ficou livre dessa responsabilidade e desgaste e mais fresca para atacar a liderança do campeonato”, concede o antigo médio, de 36 anos. Para Delfim, o atual Sporting também está a saber potenciar a ausência das provas da UEFA. “Com menos jogos, acredito que se torne mais fácil ter a equipa fisicamente mais disponível. Mas não quero com isto diminuir o mérito de Leonardo Jardim, que está a fazer um excelente trabalho.”

Ausência da UEFA de nada valeu

Tal como na época em curso, em 1976/77 o Sporting não participou nas competições europeias. Embora com espaço livre para apostar na reconquista do título, os leões foram incapazes de tirar proveito da situação:terminaram o campeonato no 2.º lugar, a 9 pontos do Benfica, e acabaram eliminados nos quartos-de-final da Taça de Portugal, pelo FC Porto. Dessa temporada, ainda assim, Leonardo Jardim poderá retirar uma lição importante: ao cabo da primeira volta, o Sporting (de Jimmy Hagan) liderava isolado (com 3 pontos de vantagem sobre os encarnados), fruto de 12 vitórias, dois empates e uma derrota; na segunda metade da competição, a equipa desmoronou-se e registou somente cinco triunfos, seis igualdades e quatro desaires. A confirmar que, em futebol, importa só como acaba e não como começa...

PRÓS

1) Concentração num objetivo

2) Menor desgaste físico e psicológico, resultante de jogos e viagens

3) Mais tempo de treino e para fomentar espírito de grup

CONTRAS

1) Falta de ritmo competitivo

2) Perigo de os jogadores “desligarem” o foco nos intervalos mais prolongados

3) Menos oportunidades de rodar o plantel

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