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Maio de 1994. O Sporting perdia ao intervalo por 2-3 com o Benfica, e Paulo Torres foi sacrificado por Carlos Queiroz, entrando Pacheco para o seu lugar, o que criou desequilíbrios na defesa e precipitou o descalabro final em Alvalade. O lateral-esquerdo viveu assim, fora do campo, uma das tardes mais tristes dos leões, humilhados pelo seu maior rival por 3-6, e guarda "péssimas recordações", também a título pessoal, desse confronto marcante. "A partir daí, nada foi como antes, sustenta, recordando as peripécias do jogo: "O Sporting tinha nas mãos a possibilidade de conquistar o título. Se ganhássemos, ficaríamos em excelente posição para atingir esse objectivo. Havia uma grande expectativa e uma onda de optimismo, pois a equipa estava a praticar um futebol de excelente qualidade e vinha fornecendo boas indicações. Infelizmente, tudo saiu ao contrário…"
Após uma primeira parte "marcada por claro equilíbrio", em que o Benfica "foi mais feliz e conseguiu uma vantagem de 2-3", Paulo Torres já não voltou para a etapa complementar. "Queiroz arriscou e Toni explorou bem a situação, colocando o Vítor Paneira, que vinha actuando pelo meio do terreno, descaído para a direita." A exploração desse flanco acabaria por render preciosos frutos ao Benfica, que alargou a vantagem e construiu o resultado mais desnivelado de sempre nas deslocações ao reduto dos sportinguistas. "Tiveram sorte e correu-nos tudo mal", diz Paulo Torres, agora a actuar no Imortal.
O lateral saiu do estádio "frustrado e muito triste, pois acabámos por hipotecar, naquela hora e meia, a possibilidade de conseguirmos o título nacional, que era uma conquista desejada por todos, até pelo longo 'jejum' nesse capítulo. Perdemos a possibilidade de escrevermos uma página bonita na história do Sporting e nas nossas carreiras".
No seu caso, o jogo marcou também "mudanças profundas, pois seguiu-se uma fase determinante na minha carreira: no final da época passei de primeira opção para quarta, atrás do Vujacic, do Pedrosa e do Nuno Valente. Houve pessoas que não quiseram reconhecer os erros cometidos e não estou a referir-me a Queiroz, o melhor treinador que alguma vez tive e a quem agradeço muito do que consegui".
Paulo Torres esperava "viver uma época de plena afirmação, depois de ter chegado a titular do Sporting e a internacional A, numa altura em que apenas dispunha de um rival na luta por lugar na selecção, Rui Jorge, então no FC Porto", mas acabou por "dar passos atrás". A origem do que se passou encontra-a nos "3-6". "Tive um bom desempenho e a crítica teceu referências muito positivas, mas sinto que, a partir daí, o meu percurso não foi aquilo que eu esperava. Nunca esqueci aquele jogo, pelas mais diversas razões, incluindo essa."
«João Pinto foi notável»
À maior goleada de sempre infligida pelo Benfica ao Sporting, no reduto dos leões, está associado João Pinto, que então vestia de vermelho e agora equipa de verde e branco. "Produziu uma exibição notável, numa noite em que tudo lhe saiu bem", diz Paulo Torres.
JVP "possui qualidades acima da média, como todos seguramente reconhecem, mas aquele terá sido o melhor jogo de toda a sua carreira – esteve simplesmente soberbo, rubricou jogadas de grande beleza, finalizadas de forma sublime, e contribuiu com larga quota-parte de responsabilidades para o desfecho da partida".
A brilhante actuação de João Vieira Pinto "acabou por ser a chave da partida e decidir a questão a favor do Benfica. Um JVP 'normal' já representa uma dor de cabeça para qualquer defesa mas um JVP sublime, como o daquela noite, acaba por mostrar-se determinante e tornar praticamente inútil a réplica da equipa contrária".
«O Sporting-Benfica é sempre incerto»
Um jogo entre Sporting e Benfica "é sempre de desfecho incerto e bastas vezes quem atravessa um melhor momento acaba por não ganhar, pois um 'derby' reúne 'condimentos' especiais e a magia em seu torno acaba por constituir uma condicionante a ter em conta", refere Paulo Torres.
O Sporting "tem vindo a subir de produção nos últimos jogos, depois de um início de campeonato muito difícil, devido à ausência de algumas pedras influentes, como João Vieira Pinto e Jardel, e a equipa já se aproxima dos níveis evidenciados na época passada, para além de beneficiar da circunstância de jogar em casa. Parte, por isso, com alguma vantagem para o embate com os velhos rivais".
Do outro lado "surge um Benfica que quer mostrar serviço depois da troca de treinador. A exibição e o resultado diante do Braga vieram dar alguma tranquilidade ao grupo e José António Camacho, o novo responsável, quererá aproveitar isso para, incutindo uma maior dose de agressividade, conseguir um desfecho positivo".
Feitas as contas, "gostaria que o Sporting ganhasse, claro, mas sei que nestes jogos, mais do que em qualquer outro, os palpites devem ficar… para o fim".
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