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Chegou ao futebol e ao Sporting “pelo próprio pé...
Chegou ao futebol e ao Sporting “pelo próprio pé”, como gosta de dizer, e não por influência ou imposição familiar. Pelo contrário. Pedro Baltazar só se tornou sócio do clube quando teve a independência financeira para pagar as quotas do seu bolso e não sobrecarregar o pai, Tomás, “que trabalhou 49 anos seguidos na mesma empresa, depois de começar aos 12”, recorda, com orgulho não disfarçado, mesmo considerando o facto de Tomás ser... benfiquista.
Pedro, o segundo de cinco irmãos (eram sete, sendo ele o terceiro na ordem), contrariou o mais velho, Nuno, também ele benfiquista assumido, e o Sporting foi a sua paixão desde sempre. A culpa foi do tio, Octávio Farinha, que o levava a Alvalade para ver a bola. Depois, começou a ir sozinho, para a velha bancada oposta à central, “cada vez com mais paixão, por culpa do bom futebol que a equipa mostrava”, não tanto pela quantidade de títulos conquistados.
Amores múltiplos
O serviço militar, em Vendas Novas, não lhe tolheu a vida ou o começo da carreira. Na tropa confirmou o que aprendera em casa – nada se consegue sem trabalho e boa organização. Mas, nem mesmo o pensamento espartano do Exército o desviou da sua opção de vida – a comunicação.
É quando inicia a carreira profissional que Pedro Baltazar começa a descobrir a capacidade de se desdobrar nas diferentes paixões. Primeiro, em Portugal; depois, em Itália, foi crescendo como homem e aprendendo a ser um homem de negócios, com olhos especiais para descobrir como satisfazer os outros - os clientes, mas também os amigos e os mais próximos.
“Há tempo para tudo na vida, porque não nos devemos levar demasiado a sério”, diz, como se fosse esse o seu mote e filosofia.
Segunda família. Na Nova Expressão tem “uma segunda família”, como admite Manuel Falcão, número 2 da agência de meios e seu amigo há mais de 20 anos. Conheceram-se através de Tiago, um dos irmãos de Pedro que, por alturas do lançamento do Blitz, escrevia crónicas sobre discotecas, onde os três se encontravam, uma vez por outra, porque Pedro sempre gostou de se divertir. “Tive mais de uma namorada”, confessa, entre risos, o agora candidato à presidência do Sporting. “Em Itália dizia que era o irmão mais velho do Paolo Maldini”, acrescenta.
“O Pedro é um bicho de trabalho”, acusa Manuel Falcão. “Consegue retomar uma conversa sobre um negócio duas semanas depois exatamente no ponto onde a deixou. E tratar de vários assuntos ao mesmo tempo, sem nunca os confundir”, sublinha o diretor-geral da Nova Expressão, que reconhece nele um “homem de mil paixões”. Na empresa, a motivação e a preocupação pelos pequenos/grandes problemas individuais de cada um são as duas traves-mestras da relação de Pedro com toda a gente. Até a espaçosa varanda serve para uma ou outra “happy hour” quando o tempo ajuda e as baterias da motivação precisam de ser carregadas.
Sporting
É já com quase uma década de independência empresarial que Pedro Baltazar assumiu que era tempo de levar a sério a paixão pelo Sporting. Começa a comprar ações e torna-se no maior dos acionistas privados, ao ponto de conseguir um lugar como administrador não executivo. O que lhe sabia a pouco e mais amargo foi-se tornando à medida em que via presidentes, do clube e da SAD, a seguirem políticas (empresariais e desportivas) que não conseguia compreender.
Quando, em dezembro passado, saiu da SAD (a pedido do Sporting), prometeu: “hei-de voltar”. Não estava era à espera que a demissão de Bettencourt lhe proporcionasse a oportunidade tão depressa.
Ganhar o draft para presidente
Apesar de divorciado, Pedro Baltazar considera a família como “fundamental” na sua vida. Diz ser um “sortudo por ter os pais vivos” (Tomás de 79 anos e Maria Idalina, de 78), e poder passar “o tempo possível” com as filhas, Madalena e Martina, que nasceram em Itália, país que é quase uma segunda casa.
Foi em Milão que começou a interessar-se pela dinâmica empresarial do futebol e em Roma que comprou as primeiras ações de uma SAD, da Lazio. As reuniões de família são obrigatórias no Natal e sempre que possível nas férias de verão. José Pedro, Tiago e Telmo, os outros três irmãos mais novos, também são sportinguistas “mas há, naturalmente, muito mais a unir-nos”.
Até a nível profissional, pois José Pedro é o responsável pelo departamento de compra de media na Nova Expressão, a menina dos olhos da diversificada carreira profissional de Pedro. Que ele sonha agora alargar com a experiência de presidir o Sporting.
“Na minha juventude, quando jogava basquetebol, não tinha qualidade para entrar nos juniores do Sporting e, por isso, joguei no CDUL. Agora tenho a certeza que serei o número 1 no draft para a escolha do próximo presidente do clube”, diz Pedro, com uma convicção só possível nos homens que acreditam neles mesmo.
Sem medo de gostar das coisas boas da vida
A licenciatura em Ciências Sociais e Políticas, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa, foi uma opção baseada na sua outra paixão – a comunicação. No seu caso, comunicação, marketing e publicidade são membros da mesma família. Daí se perceber que as duas pós-graduações tenham sido em Gestão Empresarial e Industrial e em Gestão de Marketing, o que o levou a encetar uma carreira profissional na Midesa (empresa de distribuição e publicidade), passando pela agência Team, Shell portuguesa, Texto Editora e Hachette Portugal, sempre ligado às áreas comerciais e de marketing. Deixar os outros felizes é um dos seus lemas. O que também se percebe quando se olha para a lista de clientes da Nova Expressão, onde estão dezenas de empresas ou marcas topo de gama. “Não devemos ter medo das coisas boas”, defende.
LEÃO AO RAIO-X
Nome: Pedro Duarte de Almeida Teles Baltazar
Idade: 51 anos
Profissão: Empresário
Número de associado: 14.057
Anos de filiação: 27
Melhor recordação: A conquista do título de campeão em 1999/2000, pondo fim a jejum de 18 anos. Curiosamente, por essa altura começou a sua ligação mais formal à SAD do Sporting com a compra das primeiras ações.
Pior recordação: A semana do final da época 2004/05 com a derrota na Luz e, depois em Alvalade, com o CSKA Moscovo, que significaram a perda do campeonato e da final da Taça UEFA. Houve outras derrotas marcantes, mas nada como o pesadelo vivido nessa semana de maio de 2005.
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