Pote compara os dois títulos do Sporting: «Este ano fomos a melhor equipa»
O internacional português garante que nunca sonhou ser o o Bota de Ouro Record
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No Sporting desde 2020, Pote já contabiliza 2 campeonatos, 2 Taças da Liga e 1 Supertaça, um palmarés do qual se orgulha. Contudo, o internacional português destaca sobretudo a evolução que registou em Alvalade sob as ordens de Rúben Amorim onde soma 76 golos só em jogos oficiais nas últimas quatro temporadas, um número que justifica com "muito trabalho".
"É a consistência, o treino e conhecer as minhas qualidades. Não sou jogador de marcar 30 ou 40 golos por época, se pudesse marcava, mas sempre joguei mais recuado tal como Iniesta, Modric, Xavi ou De Bruyne. No entanto, pelas minhas características, vi que podia chegar mais à frente pois já era um jogador inteligente que sabia onde a bola ia cair na área. O míster percebeu isso mais rápido que eu logo na 1ª pré-época e fico contente. Gosto de marcar mas acima de tudo gosto de desfrutar e saber o que estou a fazer, e isso é a coisa mais valiosa. O míster diz-nos sempre o que temos de fazer, não diz tudo pois não somos robots, mas todos sabemos o que é preciso fazer. O míster Rúben Amorim pede sempre mais e eu sei que consigo fazer mais a diferença. Eu tenho trabalhado para ser um jogador diferente para fazer mais golos e assistências e evitar os apagões ao longo dos 90 minutos", assinalou na entrevista do 10º aniversário da Sporting TV.
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Desafiado a comparar os dois títulos em Alvalade, o internacional português não tem dúvidas que a equipa que venceu o ano passado foi sempre mais consistente. "No 1º título o segredo foi a juventude. Nós sabíamos que não éramos os melhores, mas tínhamos alguma coisa. O Porro no primeiro ano queria demonstrar que tinha capacidade para jogar, tal como o Nuno Santos, eu e outros. Depois foi pela ideia do mister, passou-nos que se não sofrêssemos golos estaríamos mais perto de ganhar e assim foi", assinala o atacante que destaca a evolução entretanto registada: "Agora já foi diferente com um jogo mais pensado. Este ano fomos a melhor equipa. No primeiro ano não fomos tão regulares, nos momentos em que apertava tremíamos um bocadinho e empatámos com o Moreirense, o Belenenses. Este ano qualquer equipa que viesse sabíamos que não íamos facilitar".
Rei do golo
Apesar de sua natureza o levar a pisar terrenos mais recuados, Pote foi o melhor marcador em 2020/21 com 23 golos, um título individual que nunca sonhou conquistar.
"Nunca imaginei, nem hoje acredito, e sei que fiz história esse ano. Individualmente o jogo com o Marítimo essa época foi aquele em que senti mais realizado a nível individual. Quando entrei em campo já sabia que o Seferovic tinha marcado dois golos e estava na casa de banho quando tomei consciência que tinha de marcar 3. Estava ao lado de alguém - já não me lembro quem - que me disse para estar tranquilo pois teria a ajuda necessária para marcar os três golos e foi isso que aconteceu", atirou, aproveitando para explicar o sucesso alcançado nos últimos anos: "Deve-se ao trabalho da equipa técnica que nos pede sempre o máximo no treino e nos jogos. Neste clube temos de dar sempre tudo em todos os jogos e este ano também queremos deixar uma boa imagem na Liga dos Campeões... vamos fazer tudo para isso. O nosso objetivo é ir jogo a jogo mas sempre para ganhar e nós sabemos que temos capacidade e qualidade para entrar todos os jogos para ganhar".
Nos quatro anos de Sporting, o internacional português não tem dúvidas em apontar o chapéu de meio-campo ao Arsenal como o seu golo mais bonito e desvaloriza que o seu remate não tenha integrado os nomeados finais para o Prémio Puskàs como sucedeu com a letra de Nuno Santos. "Para mim foi o momento mais alto, até me pediram as chuteiras para irem para o Museu. Sobre não ter sido eleito houve mais jogadores a fazerem golos semelhantes pois Kane marcou assim semanas depois e o Fatawu também. Foi mais importante por ser sido no Emirates e numa eliminatória da Liga Europa, houve mais jogadores a fazer isso", assinalou o camisola 8 dos leões, que também garante não perder muito tempo a rever os lances: "Não vi muitas vezes tal como não vi o falhanço frente à Atalanta. Prefiro ver lances de outros jogadores para tirar algum detalhe".