Rogério Alves: «Costinha tem perfil promissor»

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R - Costinha foi uma boa escolha?


RA - Não o conheço e nunca tinha pensado que poderia ser diretor-desportivo do Sporting. Mas olho para ele e para o seu perfil e fico muito animado e cheio de esperança. Costinha é um homem com muito mundo, desde a sua origem aos países e clubes onde jogou, pelo que tem seguramente um enorme conhecimento sobre o universo do futebol. Foi um grande jogador pelo que terá uma interação com o balneário com o saber de experiências feito, como dizia Camões. Saberá como se fala com os jogadores, como se motivam, como se ralha com eles, como se apoia um treinador. O perfil é extremamente promissor. Ele próprio será também escravo de resultados, mas abre as melhores perspetivas de termos o homem certo no lugar certo.

«Sá Pinto tem carisma de liderança»




R - Que expetativas teve em relação a Sá Pinto?


RA - Conhecia mal o Ricardo Sá Pinto, mas ao longo do tempo vim a ganhar-lhe grande amizade. Falei com ele algumas vezes e considero que tinha um conjunto de capacidades muito úteis ao Sporting. E tem uma coisa fundamental: tem grande carisma de liderança. Tudo isso a juntar ao conhecimento de balneário tornavam-no um homem indicado. Infelizmente, as circunstâncias impuseram que ele saísse.


R - O episódio surpreendeu-o?


RA - Acima de tudo, entristeceu-me. Tive pena por envolver Sá Pinto e Liedson, pois como fã de futebol e do Sporting gosto muito do Liedson - com jogador vale o seu peso em ouro. Como sportinguista com algumas responsabilidades, devo dizer que não podemos ficar uma vez mais cair nas ratoeira de ficar a refletir no assunto do Sá Pinto. Não! Agora é o Costinha e desejo-lhe a melhor sorte.

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