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12 junho 2020 - 03:02

Rúben Amorim: «A ganhar tudo se muda»

Revelando o desejo de vencer todos os desafios até ao final da época, o técnico defende que os jogadores podem unir o clube leonino

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Na antevisão do jogo com o Paços de Ferreira, Rúben Amorim voltou fazer uma análise positiva do empate em Guimarães, e defendeu que os jogadores podem mudar o ambiente de divisão que se vive em Alvalade... com vitórias.

Garantindo que “preferia ter adeptos contra a direção ou contra a equipa do que o estádio vazio”, o técnico leonino admitiu que este problema pode ser ultrapassado pela equipa. “Jogar num clube grande traz isso, e os jogadores para representarem o Sporting têm de estar habituados a essa situação. Os jogadores só têm uma função, que é jogar futebol, e a ganhar tudo se muda. Para virar as coisas é preciso ganhar”, afirmou o antigo internacional português que também recordou que em Alvalade só pode haver uma filosofia: “O nosso objetivo é vencer todos os jogos até ao final da Liga, e se o conseguirmos fazer, melhor. Agora só pensamos no próximo jogo.”

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Em construção

Apesar de ter ficado satisfeito por ter visto a equipa “sair várias vezes com bola” em Guimarães, Rúben Amorim admitiu que “é preciso melhorar aspetos de construção”, um objetivo para o qual também voltou a pedir “tempo e vitórias”. Frente ao Paços de Ferreira não espera facilidades, e não poupou elogios ao seu rival, Pepa.

“O Paços de Ferreira é uma equipa muito bem organizada e muito pressionante. Nós vimos o jogo com o Rio Ave, tal como os jogos anteriores, e notámos que o Pepa incute muita agressividade à equipa. Foi para isso que nos preparámos. O Paços de Ferreira é uma equipa muito bem organizada”, assegurou o treinador, de 35 anos, que também apontou algumas melhorias que pretende ver no seu conjunto: “Vamos tentar melhorar com bola, e no momento da decisão será importante mantermos a cabeça fria para podermos valorizar o nosso trabalho com golos e vitórias.”

Curiosamente, após a retoma do campeonato, os grandes não têm convencido nas partidas já disputadas, e o técnico leonino não consegue apontar uma explicação para o facto. “É redutor dizer que é pela falta de adeptos, será preciso um estudo maior... Se calhar é pela qualidade dos técnicos desses clubes e dos seus jogadores. Nós queremos mudar essa regra e estamos preparados para isso”, vincou.


Jovens lançados pela sua qualidade

Um dos objetivos de Rúben Amorim passa por começar a preparar a próxima época, uma meta que o treinador garantiu que não está a influenciar as suas decisões no lançamento de jovens. “Eu estou a lançá-los, pois eles têm dado boas respostas. São até bastante adultos a compreender a mensagem que lhes passo”, sublinhou o treinador, que ainda garantiu que não olha para o cartão de cidadão na hora de definir o onze: “Não me importa se são jovens ou não. Os melhores estão a jogar neste momento”. O antigo internacional português ainda vincou que é preciso “ver o contexto” no momento em que são estreados novos jogadores, e também defendeu que os mesmos têm de “estar preparados para tudo”, de forma a mostrarem o respetivo valor.


Jovane beneficiou da estratégia

Jovane destacou-se no jogo com o V. Guimarães, um facto que Rúben Amorim saudou e até explicou com a estratégia utilizada pela equipa vimaranense. “Fez um excelente jogo, e foi bom para ele. O Vitória pressionava-nos na saída de construção, e como ele é um jogador muito rápido e muito forte no arranque, teve espaço nas costas da defesa do Vitória... Isso foi bom para o jogo dele”, assinalou o treinador, lembrando que as incidências do encontro acabaram por ter um peso na produção dos seus jogadores: “Eu gostei de todos, uns mais do que outros, e isso é normal. As características desse encontro facilitam a vida de uns e dificultam a de outros. Só posso dizer que fiquei satisfeito com todos, e com o Jovane também.”

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