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Rui Borges destaca importância do descanso mental e fala de Guardiola: «Em Portugal despediam os treinadores na hora...»

Treinador do Sporting marcou presença no Fórum ANTF, em Albufeira, num painel sobre o treino de alto rendimento, moderado por Tarantini

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Rui Borges no Fórum da ANTF
Rui Borges no Fórum da ANTF • Foto: ANTF

A fechar dois dias de Fórum ANTF 2026, evento com sede em Albufeira, no Algarve, o treino de alto rendimento foi tema e contou com um painel de luxo, moderado por Tarantini, técnico do Paredes: a acompanhar Paulo Fonseca (treinador do Lyon que entrou por videoconferência) e Carlos Carvalhal esteve Rui Borges, timoneiro do Sporting que aproveitou a boleia dos colegas para contar como gere uma equipa que acumula cansaço e precisa de estar fresca para os desafios que a agenda traz até final do presente ano desportivo.

"Tenho tido, na minha experiência, um crescimento a todos os níveis. É difícil - e dou o meu exemplo - chegar ao Sporting e ter jogos de três em três dias quando jogava de semana a semana. Queria era treinar e, de repente, chego aqui, quero treinar e não tenho tempo para treinar, não me deixam treinar ou não posso treinar, porque estou muito preocupado com a parte de recuperação física, mas, acima de tudo, a mental", atirou o transmontando, de 44 anos, que acrescenta: "Às vezes cansa muito mais a mente que o físico. Por isso é que vemos, cada vez mais - ainda agora o Guardiola -, no -1 [dia antes do jogo], os treinadores a darem folga. Se fosse em Portugal os treinadores eram despedidos na hora pelos presidentes. No Mundial de Clubes, os treinos de Luis Enrique [PSG] eram folgas, com os jogadores a irem para a praia, descansar. É cada vez mais isto. Recuperá-los fisicamente, mentalmente e deixá-los cada vez mais leves. Pronto mentalmente para o jogo. Depois, no treino, ir muito ao que é a imagem - algumas coisas no campo, sem grandes esforços  -, mas é muito por aí. Depois entra a alimentação, o descanso - e aí também parte do atleta, pois sabem, melhor que ninguém, quais são as suas obrigações. Aquilo que conseguimos controlar, controlámos ao máximo."

Assumindo que, em conjunto com a sua equipa técnica e restantes departamento, fornece ao leão "todas as ferramentas" para a reabilitação do físico, aprofunda a questão mental com situações específicas, assumindo gostar de falar, sempre, com os seus futebolista - e perceber como estão.

"A parte mental é, por exemplo, perceber que jogadores que foram pais há meia dúzia de dias, não dormem uma semana inteira e como é que vão estar para o jogo... É percebê-los, conhecê-los e gosto muito de conversar com eles por isso. Num diálogo simples - às vezes até de brincadeira - entendemos muita coisa, se conseguem dar resposta no jogo. Eles próprios dizem se são capazes. Acredito neles e dou-lhes crédito, tal como eles acreditam em mim. Com o Bodo/Glimt [5-0, em Alvalade], por exemplo, mais do que o degaste físico foi mais difícil recuperar o desgaste mental durante a semana. Virar um jogo de 3-0, daquela forma... Estás no alto, tens de respirar e prepará-los para o Alverca. Dei dois dias de folga, estiveram com as famílias, voltaram e ligaram, percebendo que tinham de ganhar; e aí ligam-se mais rapidamente do que se trabalhassem todos os dias. E eles fizeram um grande trabalho."

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