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Treinador concede entrevista à UEFA na antecâmara dos oitavos-de-final com o Bodo/Glimt
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A lamber as feridas do empate ao cair do pano em Braga (2-2), o Sporting já aponta baterias para a Liga dos Campeões, onde vai defrontar o Bodo/Glimt, na próxima quarta-feira, na Noruega, e no dia 17, em Alvalade.
Na antecâmara dos oitavos-de-final da prova milionária, a UEFA quis conhecer um pouco mais sobre o treinador que começou a carreira no modesto Mirandela e conduziu os leões ao histórico bicampeonato, coroado pela dobradinha, na época passada.
Das origens ao presente, Rui Borges falou sobre a ascensão na carreira e a histórica campanha na Liga dos Campeões.
O relógio Casio
“Hoje em dia os estádios têm placards (eletrónicos). Eu comecei lá atrás, em clubes pequenos, onde não há placards, onde eu tinha de ter um cronómetro para controlar o jogo e o tempo. Então habituei-me a ele, e é algo que me identifica, é simples, é puro, tal como eu. E mesmo sabendo que há o placard, olho sempre para o relógio. Identifica muito aquilo que tem sido o trajeto da nossa equipa técnica, simboliza tudo o que nós fomos capazes de ultrapassar e de conseguir ao longo deste ano, destes anos todos, até chegar ao Sporting.”
A ligação genuína a Mirandela
“Mirandela diz-me muito, o clube em si diz-me muitíssimo. Porque deu-me a oportunidade de crescer como atleta e de correr atrás de um sonho. Mesmo estando num patamar diferente, não mudei. Por isso, é que se identificam comigo, porque continuo a ser o mesmo Rui Borges, o mesmo Rui. A pessoa que treinava o Mirandela é a mesma que treina o Sporting. Não mudou absolutamente nada. Deixa-me feliz, porque as pessoas de alguma forma identificam-se comigo, naquilo que é a minha personalidade e o meu caráter.”
A rápida ascensão na carreira
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“Eu olho para a rapidez pela competência que nós tivemos ao longo do tempo. Porque a sorte dá trabalho. Nós tivemos oportunidades difíceis, mas acima de tudo soubemos agarrá-las. Ditou aquilo que foi o nosso trajeto, o meu trajeto. Porque se em algum momento não fôssemos capazes, o trajeto seria outro. E se calhar ainda hoje treinava o Mirandela.”
A campanha mágica na Champions
“A equipa tem tido uma ambição infinita, mas um rigor e um compromisso fantástico, o que nos levou a fazer uma campanha maravilhosa. Para mim, enquanto treinador, foi muito bom. Na primeira época que eu levo a Champions desde o início, acabar nos 8 primeiros, no meio dos melhores, era impensável. Acho que ninguém em Portugal acreditava que o Sporting ficaria nos oito primeiros. Por isso, valoriza muito, ainda mais, aquilo que tem sido o nosso trajeto, o nosso caminho. Que assim continue porque nós queremos estar entre os melhores, queremos disputar esta Champions até ao fim da melhor maneira e marcar a história do Sporting na competição.”
O testemunho de Carlos Correia, presidente do SC Mirandela
“Eu tive a honra e o prazer de ser treinador do Rui Borges, quando ele era jogador do Mirandela. Era capitão de equipa e tinha qualidade para chegar além do Mirandela como jogador. Percebi também que tinha qualidade para seguir a carreira de treinador. Mirandela é uma cidade pequena do Norte de Portugal, cuja população é metade da lotação do estádio do Sporting. Ele é um ser humano espetacular e daí o sucesso que está a ter, por isso é que eu digo que o mérito é todo dele. Todos os mirandelenses têm de sentir orgulho pelo Rui Borges, por aquilo que ele diz da sua terra, por ser um transmontano de gema, que não foge àquilo que ele é. Portanto, para nós é motivo de orgulho e dá muita visibilidade a Mirandela.”
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