Rui Borges e a "desconfiança que existe desde o início": «Não olho para isso»

As declarações do treinador do Sporting depois da derrota frente ao Torreense, na final da Taça de Portugal (1-2)

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Rui Borges não escondeu a desilusão pela derrota do Sporting na final da Taça de Portugal, frente ao Torreense (1-2). No final da partida, o treinador dos leões lamentou a falta de eficácia da sua equipa e garantiu que não se deixa afetar pelo "sentimento de desconfiança" que vai surgindo entre alguns adeptos.

"Aconteceu que não conseguimos finalizar. Não fomos capazes e eles em dois lances são felizes, naquilo que sabíamos que eram bons, nas bolas paradas, lances estudados. É uma equipa muito competitiva defensivamente e nós nunca conseguimos ter consistência", começou por analisar, em declarações à RTP.

Fica a ideia de que o Sporting hoje mostrou pouca energia... "Penso que sim. Foi o próprio desenrolar do jogo, levou-nos a trazer esse cansaço mental. Andámos sempre a reagir, nunca fomos proativos. Andámos a reagir a tudo e, quando assim é, acaba por às vezes não correr bem. Foi o caso. O adversário é um justo vencedor".

Dava para ter mexido mais cedo a partir do banco? "Fiz as substituições ainda com algum tempo, mesmo as que meti no fim da 2.ª parte tiveram mais 40 minutos e não deram a energia que esperávamos. De forma geral, não só quem jogou como quem entrou. Nesta fase final, foi um bocadinho já no desespero. Meter mais homens na área. Estávamos a chegar ao último terço, eles estavam a defender com uma linha de seis/sete homens, competentes no jogo aéreo. Dar mérito ao adversário, que defendeu muito bem a área".

O que aconteceu nesta reta final de temporada? "Muito sinceramente, acaba por deixar um sentimento de tristeza grande para todos nós. Por tudo o que foram capazes de fazer ao longo da época... Demonstrar muita qualidade, chegar ao fim e não ter conquistas... Temos de ter essa responsabilidade. Não conseguimos dar troféus ao clube e aos adeptos, que é o que o clube exige".

Acredita que a desconfiança vai ser maior na época que aí vem? "Não olho para isso. A desconfiança existe desde o início. É natural. Para mim, enquanto treinador, é olhar para a próxima época e ver como posso crescer para tornar o Sporting ainda mais forte".

Gostaria de manter boa parte dos jogadores? "Isso vai ditar o mercado. Com tempo, vamos perceber o que temos para a próxima época".

À Sport TV:

"Não se explica. Explica-se que não fomos capazes. Sabíamos onde o Torreense podia criar perigo, e foi onde criou perigo. Transições, bola parada. Depois andámos sempre atrás do prejuízo e fomos perdendo algum fulgor. Tivemos algumas oportunidades, não conseguimos finalizar e o adversário acaba por ser feliz e haver Taça".

Parece-lhe que houve um relaxamento até por, do outro lado, estar uma equipa menor? "Penso que não. Penso que foi o desenrolar do jogo. Fomos perdendo alguma confiança, a relva aqui ou ali não era muito rápida como gostamos... Não é desculpa, como é lógico. Nunca fomos aquela equipa muito intensa como gostamos e pretendemos. Acho que não foi relaxamento, mas não fomos capazes. Dar os parabéns ao adversário, que finalizou as oportunidades que teve, e foi o vencedor".

Não ganhando a Taça, de que forma define esta época? "É uma época que não pode ser totalmente positiva. Assumo essa responsabilidade. Uma equipa como o Sporting quer ganhar, quer conquistas, quer troféus, e infelizmente não conseguimos. Apesar de toda a qualidade que mostrámos. Mas no fim, os adeptos querem troféus e nós não fomos capazes. É perceber onde temos de fazer melhor para a próxima época. Estamos tão tristes como os adeptos. Agradecemos o apoio, que foi incondicional como sempre, e é seguir".

Que tipo de ensinamento leva para a próxima época? "É perceber onde podemos melhorar. Perceber o que fizemos de bom, de menos bom, e tentar melhorar. De forma geral, mais do que qualquer final ou o jogo de hoje, olhar para a época e perceber onde temos de melhorar no individual e no coletivo".

Terá de ser obrigatoriamente um Sporting diferente na próxima época? "Vamos perceber o que o mercado vai ditar. Entre saídas e entradas, perceber como vamos ajustar e como vamos ter a equipa. Acredito num Sporting forte, como foi nesta época. Mas a melhor forma de valorizar isso é com conquistas".

Agora não há margem de erro? "Não se trata de margem de erro, trata-se de preparar a próxima época".

Sporting garantiu hoje, ainda assim, a presença na fase de liga da Champions. Que diferença faz isto na preparação? "Não muda nada. São menos quatro jogos. De resto, estamos tristes pela não conquista da Taça de Portugal, mais do que agora estar a pensar no futuro".

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