Rui Borges não olha para o Benfica: «Não importa estarmos preocupados com os outros»
As declarações do treinador do Sporting depois da goleada em Vila do Conde, frente ao Rio Ave (4-1)
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Rui Borges admitiu, em declarações à Sport TV após a goleada sobre o Rio Ave (4-1), que já esperava as dificuldades que o Sporting sentiu diante da turma vilacondense, principalmente na 1.ª parte. Em análise à partida, o treinador dos leões explicou ainda que "é natural" que os jogadores fossem perguntando, com o passar dos minutos, qual o resultado que se verificava na Luz entre Benfica e Sp. Braga (2-2)
"Um início bastante aberto. Sabíamos onde o Rio Ave era forte, no jogo partido. Os homens da frente são bons jogadores e sabíamos que não podíamos deixar partir o jogo. Deixámos porque tentámos ser bastante pressionantes, procurar referências. E acabou por ser assim a 1.ª parte quase toda. Claro que depois de sofrermos fomos ainda mais atrás do resultado, ficámos mais expostos nas transições, no jogo de homem a homem, deixámos os nossos defesas no um para um... Podíamos ter melhorado aqui ou ali em algumas coberturas, tentámos no fim da 1.ª parte ajustar e fomos ganhando uma bola ou outra. Depois controlámos, o Rio Ave também ficou em inferioridade e a equipa não facilitou. Acaba por ser uma vitória justa, mas perante um grande adversário que nos causou bastantes problemas na 1.ª parte", começou por analisar, em declarações à Sport TV.
A partir de certo momento, precisou de fazer com que o ruído das bancadas não entrasse na cabeça dos jogadores? "É natural que isso se fizesse sentir e que os jogadores fossem perguntando, mas temos de estar focados no que controlamos. Ficaram tranquilos, não facilitaram, por mais que o ritmo fosse baixando. A concentração e o rigor no momento defensivo não baixaram. Apesar de estarmos com mais um ali na 2.ª parte, o Rio Ave tem jogadores fortíssimos no contra-ataque e podia criar perigo. A equipa manteve-se ligada. Não importa estarmos preocupados com os outros. Normal que os jogadores ouvissem o ruído, mas temos de estar focados no nosso jogo".
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O futebol é uma montanha-russa. Este campeonato deixa esta prova também a toda a gente de que nunca nada está verdadeiramente ganho ou perdido? "Sim, mas ao longo dos anos tem acontecido. No ano passado estávamos em 1.º, passámos para 2.º e depois fomos campeões. Temos de saber lidar com isso. É certo que estamos em 2.º, mas falta uma jornada. Em nossa casa, precisamos muito do apoio dos adeptos. Perante um adversário que está a fazer um grande campeonato e vai dificultar a nossa tarefa".
É o 3.º treinador da história do Sporting a fechar um campeonato sem derrotas fora. O que faz deste Sporting tão capaz neste campo? "É acima de tudo a parte ambiciosa do grupo. Os adeptos têm sido importantes mesmo fora de casa, têm dado um apoio infinito e que sentimos muito. O apoio de fora para dentro tem sido fantástico, principalmente nos jogos fora. E os jogadores sentem-se motivados para lutar e irem atrás da sua ambição. E esta equipa, apesar de não ter conseguido aquilo que queria como objetivo, demonstrou ao longo da época a ambição que tinha".
Lesão do Debast... "Infelizmente aconteceram-nos duas lesões no treino de ontem, do Debast e Vagiannidis. Estão a ser reavaliados e continuam. Vamos perceber a extensão das lesões nos próximos dias".