Rui Patrício soberbo

Brilhou em Coimbra e com Arouca, Benfica, Belenenses e FC Porto. Chelsea foi ponto alto...

Rui Patrício soberbo
Rui Patrício soberbo • Foto: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
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Noite inglória para o Sporting, mas memorável para o seu capitão. Rui Patrício encantou a Europa do futebol com exibição de gala frente ao Chelsea, deixou Mourinho à beira de um ataque de nervos e colecionou elogios dos mais variados quadrantes. O guarda-redes viveu noite memorável. “Uma exibição soberba”, vincou Bruno de Carvalho, seu presidente; “mais uma”, lembrou Marco Silva, seu treinador.

Na noite em que subiu ao pódio dos sportinguistas com mais jogos nas competições europeias, Rui Patrício, de 26 anos, não fez por menos. Negou golo atrás de golo ao Chelsea e só não conseguiu mesmo travar a cabeçada surpreendente de Matic. Pela primeira vez esta época, o guarda-redes do Sporting não valeu pontos, contrariando tendência imposta desde o primeiro jogo oficial. Em Coimbra, adiou o empate da Académica até ao limite, como quando defendeu uma “cabeçada” de Magique (80’), pouco antes de ser batido em período de compensação; no embate caseiro com o Arouca, fechou a baliza a Nildo (83’), mantendo o nulo minutos antes de Mané fazer o golo do triunfo leonino; na Luz, voltou a ser o melhor leão em campo, impedindo a festa benfiquista num bom par de ocasiões; com o Belenenses, em Alvalade, travou Deyverson (56’) quando este surgiu isolado e com tudo para fazer um golo que poderia dar a vitória azul; na Eslovénia teve exibição mais discreta mais igualmente segura com o NK Maribor; assim como em Barcelos, onde o Sporting goleou o Gil Vicente. No clássico com o FC Porto impressionou, sobretudo por duas grandes intervenções: primeiro, quando fez a mancha para tapar a baliza a Jackson (59’); depois, quando voou para travar um remate com selo de golo de Herrera (82’). Decisivo, portanto, para evitar a derrota no clássico. Diante do Chelsea, contudo, não conseguiu fazer com que a sua influência voltasse a render pontos. Foi, no entanto, suficiente para voltar a ver o seu nome ecoar por toda a Europa, com impacto estrondoso em Inglaterra.

Rendidos

De Terry a Diego Costa, de Matic a José Mourinho, passando pela imprensa britânica e terminando na própria UEFA, poucos foram os que não terminaram a noite de terça-feira rendidos à exibição que a crítica classificou de “soberba”, não obstante a mesma de nada ter servido ao leão em termos práticos.

Rui Patrício, aliás, fez questão de lembrar que “trocava a exibição pela vitória” no duelo com o Chelsea. Não foi possível, naturalmente, mas Patrício acabou por sair a ganhar, reforçando a sua presença entre a elite dos guarda-redes europeus.

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