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09 agosto

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Sabor a (in)justiça na defesa do VAR

A tecnologia “não faz mal ao futebol”, diz Amorim. Que não dramatiza a confusão no golo sofrido

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• Foto: Pedro Ferreira
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"Vou continuar a não comentar arbitragens, porque assim teria de o fazer daqui para a frente", avisou Rúben Amorim logo após o final do jogo, quando confrontado com a expulsão de Gyökeres. Na sala de imprensa, a questão de Record foi mais geral: será que o VAR também faz mal ao futebol? O técnico não se referiu ao caso concreto mas não deixou dúvidas sobre o que pensa, que não mudou apesar dos protestos quando o sueco viu o cartão vermelho que haveria de marcar o jogo na Polónia, logo aos 8 minutos (na verdade, a partir da falta que lhe deu origem, aos 5’). "Eu sou completamente a favor do VAR. Não acho que tire emoção. Dá mais justiça ao futebol. Há lances com recurso à câmara lenta em que se vai melhorar ao longo do tempo, porque ainda é muito recente. Fiquei mais revoltado porque ele escorregou. Não tem nenhuma intenção de magoar o adversário e isso para mim é importante. Nesse aspeto, não merecia", partilhou o técnico, para quem "a intenção claramente tem de ser levada em conta, e é, por mim." "Não quero jogadores meus a ter entradas para lesionar adversários. Portanto, respondendo diretamente à pergunta, o VAR não faz mal ao futebol. Deve continuar e para mim é uma ferramenta muito útil", concluiu. Sobre os custos de ter jogado quase 90 minutos em inferioridade, Amorim prefere ver o lado... positivo para Gyökeres. "Não joga na Europa, jogará no campeonato. E temos as outras competições, que também são importantes."

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