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Rui Borges: expulsão de Debast "muda tudo", "sem penálti não se falaria em empate" e a "contestação natural" dos adeptos

Treinador do Sporting falou aos jornalistas após o empate (2-2) em Alvalade diante do Arouca

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Conferência completa de Rui Borges: expulsão de Debast "muda tudo", "sem penálti não se falaria em empate" e a "contestação natural" dos adeptos
23:23 19.09.2026

«Claro que nós temos sempre a obrigação de mais e melhor»

Não deve o Sporting — e com todo o respeito pelo Arouca - mesmo com 10, ser capaz de defender um pouco mais alto, de segurar esta vantagem, mesmo sofrendo um golo de penálti depois? Mostrou alguma preocupação na conferência de ontem sobre o estado anímico da equipa, dependendo do resultado de hoje, que era importante ganhar para também ir para a pausa com outra confiança. Como é que fica agora a equipa?»

"Não mostrei nenhuma preocupação. Não mostrei preocupação, não digam coisas que eu disse... que eu não disse, digo. Eu não disse, não mostrei nenhuma preocupação nenhuma. Eu disse que era importante..."

(Mas salientou o quão importante era ganhar...)

"Não falei em preocupação. Era importante ganhar para a equipa ir confiante para a pausa, não falei em preocupação nenhuma. Claro que nós temos sempre a obrigação de mais e melhor, independentemente do Arouca ou de outra equipa qualquer — seja o primeiro classificado, seja o último. A nossa obrigação e a nossa exigência é máxima, e temos a obrigação sempre de fazer mais. Por isso, é perceber as circunstâncias de cada jogo e de que forma é que perdemos os pontos."

Termina a conferência.

23:20 19.09.2026

«Não mudava em nada na escolha do plantel»

Já explicou aqui, no seu entendimento, a sua leitura. Acha que isso é suficiente para que os adeptos do Sporting — que ainda há pouco falaram com a comunicação social e pediram a sua demissão —, isso os vai convencer? E como é que procura ganhar novamente a confiança dos adeptos do Sporting? Sente que agora este plantel que criou também não pode ser apontado essa mesma questão, uma vez que os resultados não estão a aparecer?

"Não mudava nada em relação àquilo que foi a pré-época ou aquilo que foi a escolha de plantel, não mudava absolutamente nada, independentemente dos resultados ou dos três empates que temos até ao momento. Por isso, em relação aos adeptos: natural, já disse isso. Estou preocupado, sim, naquilo que é o nosso trabalho para crescer enquanto equipa do Sporting e conseguir dar uma resposta diferente, porque temos que a dar, porque estamos numa grande instituição, num grande clube onde a exigência, já disse, é máxima, mesmo quando ganhamos. Por isso, não ganhámos, a exigência ainda é maior."

23:18 19.09.2026

«Jamais vou culpar aqui alguém pelo empate»

Compreende-se esse recuo necessário do Sporting depois de ter ficado reduzido a dez, mas justifica-se um afundamento tão grande da equipa? E depois, é o terceiro erro consecutivo de um central do Sporting. Compreende estas desatenções dos jogadores do eixo central do Sporting, que têm custado caro e pontos à equipa?

"Não se trata de compreender ou não; são coisas que acontecem no jogo. Tenho que saber lidar com elas: sou treinador, fazê-los crescer individualmente naquilo que é o seu comportamento e naquilo que são as suas decisões dentro de campo. Mas jamais vou culpar aqui alguém pelo empate ou não. Em relação àquilo que foi o jogo e em relação ao afundamento: bloco mais baixo, natural. Jogámos contra uma equipa que com bola é muito dinâmica, tem muita mobilidade. Era impossível, como eu disse. Nós sabemos naquilo que somos bons e em alguns momentos menos bons. Temos clara a visão daquilo que somos enquanto equipa. Não conseguimos ser pressionantes com dez como gostamos e como estávamos a ser; não conseguimos, tão simples quanto isso. Por mais que a tática que eu pusesse ali... Não íamos conseguir ser pressionantes nesse sentido e sabíamos que tínhamos de estar num bloco mais baixo. Faltou-nos alguma saída, é certo, em alguns momentos. Mas é algo que, lá está, é algo que não controlámos e temos de saber crescer também nesse sentido. Perdemos um elemento ali importante, obrigou-nos a mexer de forma diferente. Tentámos refrescar, ter gente que nos desse saída, que nos desse transporte..."

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23:16 19.09.2026

Conversa com Inácio: «Estava com algumas dificuldades e perguntei-lhe se tinha de sair»

Queria perguntar-lhe: houve ali um momento na segunda parte em que falou com o Inácio, por volta dos 75/78 minutos, em que até o cumprimentou. Queria perguntar se ele estava com debilidade física na altura e se isso condicionou um pouco? E, até por ser capitão, o Sporting, nestes momentos em que sofre reviravoltas de vantagens, acaba por parecer muito nervoso em campo. Acha que não há alguém, uma voz de comando dentro do campo? Acha que falta essa maturidade dentro de campo ou não pensa nisso?

"Eu já disse que falta alguma maturidade, mas não se trata disso. Olhem para o jogo e olhem para o que acontece no jogo. Ficámos com 10; é impossível sermos pressionantes como somos. Por mais que sejamos uma grande equipa, por mais que tivéssemos maturidade, sabíamos que íamos ter de sofrer ali em alguns momentos, e fomos controlando até ao penálti. O penálti mete o Arouca no jogo, porque, sinceramente, acho que se não existisse o penálti não iríamos estar aqui a falar de um empate. Mesmo nós com um bloco mais baixo — o que é natural, porque tínhamos de defender a baliza —, é uma equipa que procura corredores, muitos cruzamentos, e nós tínhamos de saber defender a área. Acabaram por ser fortes num lance de cruzamento, de ataque à área, e fazer o 2-2 nesse sentido. De resto, em relação ao Inácio: estava com algumas dificuldades, eu estava-lhe a perguntar se tinha de sair ou não e ele disse-me que aguentava. Foi só isso quando o cumprimentei."

23:13 19.09.2026

Mudança do sistema para 4-3-3

O treinador do Arouca admitiu que a equipa acabou por ser surpreendida um pouco pelo 4-3-3 do Sporting. Queria perguntar-lhe o que é que o levou a implementar esta ligeira alteração no posicionamento base das peças, e se foi uma estratégia apenas planeada para este jogo ou se vê possibilidade de continuidade deste sistema?

"Não se trata de grandes adaptações, trata-se, sim, de uma ou outra dinâmica, não fugindo daquilo que nós somos, com jogadores diferentes, características diferentes. Tentámos ter dois homens de corredor, fortes no um para um, verticais, com o Geny e com o Nes [Irankunda]. Tentar prender os dois médios do Arouca nos nossos dois médios ofensivos, digamos, os nossos médios interiores, e conseguirmos desbloquear a pressão deles num três para dois, num primeiro momento, e depois sim conseguirmos encaixar num espaço mais à frente, ter mais calma nesse sentido. Na primeira parte poderíamos ter tido aqui ou ali um bocadinho mais de calma e tranquilidade quando chegávamos às zonas do último terço. Queríamos acelerar a toda a hora, víamos sempre um colega livre, tentámos sempre... Fomos falhando ali um ou outro passe que não tínhamos essa necessidade. Mas a equipa interpretou muito bem aquilo que tínhamos planeado para aquilo que era o jogo. Uma primeira parte muito boa, um início de segunda parte fantástico, muito boa mesmo, a equipa muito dinâmica, muito ligada, a conseguir criar situações de finalização na baliza do Arouca. E a expulsão muda tudo."

23:10 19.09.2026

«O único sentimento que tenho é tristeza, porque empatei o jogo»

Hoje viu lenços brancos. Eu pergunto se sente que tem condições ainda para continuar à frente do Sporting e se gostava, por exemplo, de ter Frederico Varandas aí ao seu lado neste momento para lhe transmitir um voto de confiança perante a contestação dos adeptos dentro e fora do estádio?

"O único sentimento que tenho é tristeza, porque empatei o jogo. De resto, a contestação é natural dos adeptos, é naturalíssimo. Estamos num grande clube onde a exigência é máxima, mesmo quando ganhamos — já disse isso várias vezes —, por isso entendo a contestação. É algo natural no futebol, temos de saber viver sobre isso e com isso nos momentos menos bons".

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23:09 19.09.2026

«O penálti acaba por meter o Arouca no jogo, fá-los acreditar...»

Numa partida totalmente controlada pelo Sporting, depois a sofrer aquelas duas contrariedades que acabaram também por ajudar o Arouca a chegar ao golo do empate. Pedia-lhe uma análise a este encontro.

"É simples: há um jogo até à expulsão. Um bom jogo da nossa parte, bem conseguido. Chegámos a golos, podíamos ter feito mais golos mesmo na primeira parte. Depois entrámos muito bem na segunda parte, muito bem mesmo; o Arouca nem conseguia sair do meio-campo, do meio-campo defensivo deles. A expulsão muda tudo. Obriga-nos a ir para um momento defensivo onde fomos minimamente competentes até ao momento do penálti. O penálti acaba por meter o Arouca no jogo, fá-los acreditar... E nós tínhamos de ser ainda mais agressivos naquilo que era a defesa da baliza. Sabíamos que ia haver muitos cruzamentos, acabámos por sofrer golo num cruzamento. Uma equipa que depois... É uma equipa que toca bem a bola, que tem muita mobilidade no processo ofensivo. Com mais um jogador, era natural que nós não consigamos ser tão pressionantes como fomos durante o tempo que estivemos com 11 jogadores em campo, onde fomos e tentámos ser sempre pressionantes. E acabam por ser felizes."

22:43 19.09.2026

Rui Borges toma a palavra

Após um novo escorregão do Sporting, com o empate em casa (2-2) com o Arouca, Rui Borges fala aos jornalistas na sala de imprensa de Alvalade.

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