Slimani como Mantorras e Ernesto Farías
Argelino já anotou quatro golos entrando em campo no decorrer do encontro...
Nos três grandes tem sido usual, de tempos a tempos, a existência de um elemento galvanizador - e não raras vezes decisivo - vindo do banco. É o que sucede atualmente com Islam Slimani. O internacional argenlino ainda não foi titular mas já marcou 4 golos pelos leões em oito aparições, sempre na condição de suplente utilizado.
Sendo esta uma situação rara no universo leonino nos últimos anos, a verdade é que a mesma encontra paralelo nos grandes rivais do conjunto verde e branco. Benfica e FC Porto contaram, muito recentemente, com elementos que saltavam do banco para resolver a partida a favor das suas cores. Foram eles Pedro Mantorras e Ernesto Farías.
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O caso do angolano atingiu mesmo proporções épicas, na medida em que, apesar da sua condição física deficitária, o antigo camisola 9 continuava a criar o pânico nas defesas contrárias nas poucas vezes em que era lançado. O momento mais paradigmático deu-se em 2004/05, quando Mantorras foi fundamental para o título das águias, com 5 golos. Esse foi mesmo o seu melhor ano depois das lesões no joelho direito, apesar de em 2008/09 a sua eficácia ter sido deveras impressionante: 2 golos em 64 minutos (distribuídos por 5 jogos).
Tecla a tocar
Já Ernesto Farías, em três anos no Dragão, também mostrou enorme faro pelas balizas contrárias. Alternando o onze com o banco, foi na condição de arma secreta que "El Tecla" fez estragos mas, curiosamente, dos 44 tentos pelo FC Porto apenas oito aconteceram após entrar no decorrer do encontro. Tapado por Lisandro López, o argentino logrou ainda assim um lugar de destaque e, mesmo quando não faturava, funcionava várias vezes como abre-latas, na missão conjunta com "Licha".