Só um cruzamento foi parar à baliza

E o Belenenses chegou ao golo na conclusão de dois centros seguidos para a área...

Só um cruzamento foi parar à baliza
Só um cruzamento foi parar à baliza • Foto: Miguel Barreira
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Só um dos 34 cruzamentos em bola corrida que o Sporting efetuou ontem durante o jogo terminou num remate enquadrado à baliza do Belenenses (mais dois disparos saíram para fora e ao lado). A jogada foi concluída por Slimani no primeiro minuto dos descontos (!), na melhor ocasião do género de que o argelino dispôs ao longo da partida para fazer uso do jogo de cabeça, reconhecidamente a sua principal arma.

A oportunidade perdeu-se sem perigo nas mãos de Matt Jones e ilustra na perfeição as dificuldades que os leões sentiram, novamente, no aproveitamento do enorme manancial ofensivo que produzem pelos flancos – um problema que Marco Silva identificou depois da receção ao Arouca e antes do dérbi com o Benfica.

O cruzamento tem sido a solução mais procurada para definir situações de ataque (em detrimento, por exemplo, de progressões pelo corredor central ou de remates de fora da área) mas a incapacidade de direcionar bem este tipo de lances (neste caso em busca do espaço aéreo, onde Slimani tem maior capacidade de fazer a diferença) acaba por resultar em desperdício e desgaste, muitas vezes num futebol previsível e relativamente fácil de anular, quer pela repetição de movimentos, quer pela falta de velocidade colocada pelos intérpretes (incapazes de provocar desequilíbrios).

Sem sequência

Num olhar à estatística final percebe-se que o Sporting rematou muito (27 vezes), é certo, mas cruzou ainda mais (34) – e isto sem contar as bolas paradas (nove cantos e mais um par de livres). Só Nani e Jefferson, à sua conta, enviaram oito bolas cada um para a área. E apenas o brasileiro, já nas compensações, colocou o esférico a jeito da cabeça de Slimani. Antes disso, o melhor que se viu nestes lances foi uma conclusão de Slimani, de pé direito – a passe de Nani (numa excelente mas rara mudança de velocidade) –, que saiu ao lado do poste esquerdo de Matt Jones (40’).

Slimani, o segundo mais rematador da equipa (atrás de Nani), conseguiu criar maior perigo noutro tipo de situações, nomeadamente quando foi lançado em profundidade por William Carvalho e forçou defesa para canto (24’) ou, igualmente nos descontos, quando obrigou Jones a sacudir para canto, após jogada de insistência de Mané, finalizada dentro da área.

Ontem até foi um homem dos flancos (Carrillo) a marcar o golo mas a ineficácia leonina ficou a dever-se (e muito) ao desacerto e falta de aproveitamento dos cruzamentos, quase todos intercetados pela defesa do Belenenses (dois deles pelo guarda-redes).

Eficácia azul

Curioso (e talvez ingrato para o Sporting) é verificar que os azuis do Restelo chegaram ao golo no seguimento de... dois cruzamentos seguidos para a área (o primeiro de Filipe Ferreira, o segundo de Nélson), com Deyverson a finalizar de... cabeça. Moral da história: como sempre, no aproveitar está o ganho.

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