Soares Franco reservado sobre sucessão a Dias da Cunha
Filipe Soares Franco considera que o facto do seu nome ter surgido como sucessor natural de Dias da Cunha não significa que tenha essa pretensão ou objectivo. Até porque faltam três anos para o final do mandato e, em seu entender, neste momento, a questão não se coloca. "O mandato tem um termo e a pergunta não faz sentido, enquanto o mandato está a decorrer. Quando fui convidado foi para presidente-substituto. Não foi para presidente", sintetizou o número dois da estrutura leonina.
Raízes
O associativismo e o futebol estão no sangue de Filipe Soares Franco. A paixão pelo desporto-rei está na família há quatro gerações e foi reforçada pelo casamento com Isabel Maria, filha de Borges Coutinho, antigo presidente do Benfica. O bisavô, Guilherme Pinto Bastos, introduziu o futebol em Portugal, nos finais do século XIX, e o Estoril Praia, de que foi presidente no início da década de 90, lançou-o para o dirigismo desportivo.
O primeiro convite para integrar os corpos sociais do Sporting surgiu em 1995 e foi-lhe endereçado por Pedro Santana Lopes. Por motivos profissionais – ligados ao ramo imobiliário – Soares Franco foi obrigado a recusar. O mesmo não aconteceu quando José Roquette foi cooptado presidente e o chamou para trabalhar consigo no Conselho Directivo. Aguentou dois meses e saiu quando Robert Waseige foi apresentado como treinador.
Voltou dois anos depois para substituir Horta e Costa na administração da SAD presidida por Luís Duque e foi sem surpresa – dado ser um amigo de confiança – que surgiu na lista encabeçada por Dias da Cunha, nas últimas eleições do clube, realizadas em Outubro do ano passado.