Sporting acusa Fernando Gomes de respostas sem substância na AG da FPF
Delegado leonino agitou final da assembleia.
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O Sporting acusa Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), de dar respostas vagas e sem substância na AG de segunda-feira, em que foi confrontado por Bruno Mascarenhas, delegado leonino, sobre alguns pontos mais fraturantes. Isto depois de Record ter dado conta do mal-estar provocado na assembleia pela intervenção do representante sportinguista que colocou várias questões ao líder federativo no final da reunião onde foram aprovadas (por unanimidade) as contas do último exercício.
Em declarações a Record, fonte oficial do Sporting critica Fernando Gomes por este se ter limitado a dizer que os leões não têm razão na questão dos títulos (os verdes e brancos alegam ter 22 e não 18), quando, na sua ótica, já o deveria ter feito de feito de forma oficial. "É um total desrespeito por 3.5 milhões de sportinguistas que representam 35% da população, além de atletas que foram campeões e suas famílias", considera a mesma fonte, ao nosso jornal.
A verdade porém é que esta questão não foi de todo colocada na assembleia, conforme garantiram a Record. Argumenta a fonte do Sporting que terá sido levantada numa conversa informal posterior.
O Sporting diz também que o líder federativo foi questionado em mais quatro pontos - desde o castigo a Bruno de Carvalho na sequência das suas declarações sobre Vítor Pereira ou o 'like' do vice-presidente da FPF, Rui Manhoso, num post de Facebook do Hugo Gil em que o presidente do Sporting era apelidado de pirómano e incendiário -, e que a resposta de Fernando Gomes foi quase sempre o recurso ao silêncio ou à reiterada expressão "não me imiscuo no trabalho dos outros ou dos órgãos".
Tal como Record noticiou, Fernando Gomes não deixou perguntas sem resposta. No caso de Rui Manhoso, o presidente da FPF recordou que houve um processo no Conselho de Justiça no fim do qual o "vice" foi ilibado. Fernando Gomes utilizou a expressão "respeito a independência dos órgãos" quando confrontado com questões do foro disciplinar e de arbitragem.
Os leões detalham ainda que Fernando Gomes foi interpelado sobre a alegada postura de Jorge Baptista, press officer da UEFA, de denegrir clubes portugueses, treinadores e presidentes, contribuindo de forma decisiva para o mau ambiente do futebol português, e que, mais uma vez, o líder federativo foi evasivo. "Mas ele não é vice da UEFA? Não foi ele que foi ao Parlamento falar de questões que são da Liga e de melhoria do futebol português?, interroga-se a mesma fonte.
Notícia atualizada às 19.20