Sporting frente à Naval: Custo(u)...dio mas foi
CUSTÓDIO (4). Começa a tornar-se lugar-comum dizer que não sabe jogar mal, mas a verdade é que ontem jogou muito e bem. Quando o meio-campo leonino "rebentou", foi o jovem médio a segurar as pontas com inúmeras recuperações de bola seguidas de saídas para acções ofensivas. Na parte de maior sufoco ainda deu uma ajuda na marcação aos avançados. Não marcou golos, mas marcou a diferença.
TIAGO (3). O regresso à titularidade parecia estar destinado a uma noite descansada, até ao segundo tempo. Aí foi chamado mais vezes a intervir e fê-lo sempre com acerto, não comprometendo, nomeadamente nos cruzamentos, a grande lacuna do seu "rival" Ricardo. Não foi pela baliza que os leões sofreram tanto.
MIGUEL GARCIA (2). Tal como toda a equipa, teve uma primeira parte quase imaculada, fazendo com que a sua agressividade lhe concedesse vantagem nos confrontos directos. Depois tudo piorou com a "avalancha" dos figueirenses. Aos 59' teve um corte providencial a dobrar os centrais que, contudo, não fez esquecer os problemas por que passou ao longo na etapa complementar.
ENAKARHIRE (2). Está ligado directamente ao golo da Naval. Primeiro não tenta impedir a saída para o contra-ataque, nitidamente por já ter um cartão amarelo, e depois coloca, involuntariamente, a bola nos pés de Éder. Um lance que acabou por marcar a exibição do nigeriano.
POLGA (3). Claramente, a unidade mais acertada no sector defensivo. Foram raros os erros cometidos pelo brasileiro, que se dividiu em segurar o meio e prestar auxílio a Rui Jorge.
RUI JORGE (2). Começou bem ao "sacar" a grande penalidade nos minutos iniciais, mas depois nunca mais acertou. No segundo tempo não só não subiu tanto no terreno como vinha fazendo, como também permitiu grandes veleidades pelo seu corredor, nomeadamente quando era necessário velocidade.
ROCHEMBACK (4). Marcou dois golos de bola parada, sendo que o segundo foi de extrema importância, numa altura em que a Naval mandava, mas não fez uma exibição de "encher o olho". Ainda não está no plano físico desejável (quase que se arrastou no segundo tempo) e mesmo assim já faz a diferença com os seus "mísseis" teleguiados. Só falta mais pulmão para ser o velho Roca.
HUGO VIANA (3). Está a subir de forma e isso foi visível no modo como chamou a si o comando do jogo na primeira parte. Muito interventivo, foi o "pensador" da equipa e merecia maior recompensa por parte dos seus avançados. No segundo tempo deu o "estoiro" e a equipa ressentiu-se (e muito) da quebra.
DANNY (3). Tudo fez para agarrar a oportunidade que lhe foi concedida, mas só a espaços se conseguiu libertar das marcações dos adversários. Mesmo assim, a sua velocidade causou estragos, sempre que a equipa adoptou acções de contra- -ataque. Esteve perto do golo aos 79' num potente remate.
DOUALA (2). Foi, porventura, o elemento que mais acusou desgaste físico. O "motor de arranque" não funcionou e o camaronês não criou os desequilíbrios que o caracterizam no último terço do terreno.
LIEDSON (3). Não marcou, não fez uma exibição de se lhe tirar o chapéu, mas continua a ser a grande referência ofensiva da equipa de Peseiro. Não desiste e o seu sentido de oportunidade é determinante, mas é inequívoco que o sistema táctico de 4x3x3 o deixa demasiado desamparado no eixo do ataque.
CARLOS MARTINS (2). Não acrescentou nada ao meio-campo leonino, que ansiava por reforços na marcação aos adversários, mas acabou por dar a "estocada final" da partida ao converter com precisão o terceiro tento leonino num livre indirecto dentro da área.