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Antigo adjunto de João Pereira explica que o fator casa poderá ser determinante no desfecho da eliminatória da Liga dos Campeões
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O fator casa deve encorajar o Sporting na receção ao Arsenal, na terça-feira, na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, projeta o treinador Tiago Teixeira, ex-adjunto de João Pereira nos leões.
"Será mais fácil [de jogar] na presença dos adeptos e a equipa vai ter outra energia. Claro que nunca se espera decidir a eliminatória na primeira mão, mas acho que o Arsenal terá uma postura mais cautelosa, à imagem dos seus jogos fora na Champions. O Sporting tem de aproveitar esta oportunidade", frisou à agência Lusa o técnico, de 44 anos, que coadjuvou vários escalões leoninos, dos sub-19 ao conjunto principal, entre 2022 e 2024, e orienta agora a formação secundária dos emiradenses do Al Wasl.
O Sporting mede forças com os ingleses do Arsenal, líderes isolados da Premier League e primeiros na fase de liga da Liga dos Campeões, na terça-feira, às 20h00, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, na abertura dos 'quartos', estando a segunda mão agendada para 15 de abril, em Londres.
"Não digo que seja missão impossível, porque o Sporting tem feito uma campanha fantástica e pode acontecer uma surpresa, mas será difícil passar. O Sporting é o 'outsider', enquanto o Arsenal tem provavelmente o plantel mais forte desta ronda. Apesar de ter algumas lesões, é o líder da Liga inglesa e não tem derrotas na Liga dos Campeões. Será um jogo bastante interessante de acompanhar, competitivo e tático", perspetivou.
Único representante português ainda em ação na principal prova de clubes da UEFA, o Sporting já igualou o seu melhor desempenho de sempre, 43 anos depois da única chegada aos 'quartos' da então denominada Taça dos Campeões Europeus.
"É importante que haja estabilidade diretiva, a nível de treinadores e na retenção dos melhores jogadores. Mesmo sendo um clube vendedor, o Sporting tem feito um excelente recrutamento. Manter os plantéis e acrescentar qualidade dá solidez e capacidade competitiva", sustentou.
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Na época passada, assinalada pela primeira dobradinha do Sporting em 23 anos, Tiago Teixeira coadjuvou João Pereira na transição da equipa B, então na Liga 3, para o conjunto principal, feita em novembro de 2024, quando Ruben Amorim rumou aos ingleses do Manchester United.
O antigo defesa direito não completaria dois meses no cargo e foi demitido antes da viragem de ano civil, sendo rendido pelo atual treinador verde e branco Rui Borges, que juntou a revalidação do título nacional pela primeira vez em mais de sete décadas à conquista da Taça de Portugal.
À entrada para os últimos dois meses de 2025/26, o Sporting é segundo classificado da 1.ª Liga, a cinco pontos do líder isolado FC Porto, mas com menos um desafio, e tem vantagem sobre os dragões nas meias-finais da Taça de Portugal, por entre os dois embates com o Arsenal na Liga dos Campeões.
Os lisboetas operaram uma histórica reviravolta frente ao Bodo/Glimt nos 'oitavos' (derrota por 3-0 na Noruega e vitória em casa por 5-0, após prolongamento) e reencontram um adversário que os goleou na fase de liga da temporada passada (5-1), com Tiago Teixeira como técnico principal na ficha de jogo, face à ausência de habilitações completas de João Pereira.
"Uma excelente campanha europeia é sempre motivo de orgulho, mas não consegue substituir a conquista do campeonato, que geralmente é a prova mais valorizada a nível interno. O Sporting ainda tem a Taça de Portugal para disputar e está na luta pelo campeonato, que será até ao fim", avaliou.
Invictos há 20 duelos em casa nas diversas provas e vindos de 17 vitórias nessa condição - duas incluíram prolongamento, mas só uma depois de ter havido empate nos 90 minutos -, os leões testam esses registos frente ao Arsenal, finalista vencido em 2005/06, que está pela terceira vez seguida nos 'quartos' e é o único sem derrotas esta época na Liga dos Campeões.
Os gunners são orientados desde 2019/20 pelo ex-médio espanhol Mikel Arteta, que finalizou a carreira de jogador no clube de Londres e procura devolvê-lo ao título de campeão inglês 22 anos depois, havendo nove pontos de vantagem sobre o perseguidor Manchester City (menos um encontro).
"É importante gerir [a condição física dos jogadores], principalmente para quem está envolvido em provas europeias e taças nacionais, mas certamente não há gestão para este jogo. As duas equipas vão estar na máxima força. Se tiverem de gerir, vão fazê-lo depois, porque esta é a competição onde todos querem jogar e estar", reconheceu Tiago Teixeira.
Questionado sobre as constantes lesões de Sporting e Arsenal, o antigo adjunto leonino justificou esse cenário, já enfrentado por cada plantel na época passada, com a sobrecarga competitiva e o desgaste acumulado.
"Por muito que os clubes tenham cada vez mais métodos de recuperação e melhores condições de treino e competição, são demasiados jogos para a carga que os atletas conseguem suportar. Há alguns que conseguem fazê-lo melhor, assim como há lesões que não se conseguem evitar", terminou.
Jogo da 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões
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