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Tomaz Morais, diretor-geral da formação leonina, explica alguns dos segredos da produção de talentos
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Tomaz Morais, diretor-geral da formação do Sporting, participou esta terça-feira num dos painéis do Fórum da ANTF e desvendou alguns dos segredos do futebol juvenil dos leões. “O Sporting tem um projeto que já apresentou há muitos anos, muito cimentado na formação, fundado numa ideia clara do nosso presidente acerca do que ele pretende para o futebol, e todos nós, na formação, temos uma missão muito definida, que é servir a equipa principal”, referiu o dirigente leonino.
“Somos 217 pessoas e todos sabemos que o nosso propósito é formar jogadores para a equipa A e responder diariamente às necessidades que a equipa A possa ter. A relação entre a formação e a equipa A é muito boa, felizmente, e nenhum clube funciona bem se essa relação não for muito boa, muito clara e se não se souber trabalhar em conjunto e perceber quais são as necessidades da equipa A e trabalharmos para elas e tentarmos responder a essas necessidades e às suas urgências. O futebol hoje em dia é altamente competitivo, altamente exigente, com 10/11 meses por ano de prática muito exigente e temos de ter capacidade de resposta todos os dias, a todo o momento, para aquilo que são as necessidades da equipa A. Essa é a nossa missão”, adiantou Tomaz Morais.
O que diferencia o Sporting dos outros na formação? O diretor-geral da formação dos leões deixou algumas pistas. “Posso dizer que a nossa forma de estar é muito apaixonada. Quando entramos na academia e trabalhamos para os nossos jogadores e também para as nossas jogadoras, fazemo-lo com uma paixão muito grande pela formação. Se calhar aquilo que nos diferencia é o facto de gostarmos muito de trabalhar com cada jogador e de termos um plano de desenvolvimento individual diferenciado para aquilo que são as necessidades dos nossos jogadores e termos alguns programas que levam a que possamos aproveitar aqueles que sentimos que estão mais preparados para poderem transitar paro futebol profissional, seja na equipa A ou na B, com bons resultados. É isso que nós fazemos todos os dias: prepará-los para esse momento. A oportunidade vai surgir e eles é que a vão ter de agarrar. O jogador é que joga, ninguém vai jogar por ele, e procuramos transmitir-lhes um sentido de responsabilidade muito grande, valorizando um elemento essencial, a autonomia”, referiu, adiantando: “Temos isso bem claro na nossa forma de estar e na mentalidade certa que tentamos passar aos jogadores, e depois porque acreditamos todos nós, sem exceção, que a disciplina é a base do sucesso, é a base da formação, é a base do alto rendimento. Sem uma grande disciplina pessoal, sem um grande entendimento daquilo que é o nosso físico, daquilo que é o físico que os jogadores têm de ter para chegar ao futebol profissional, a cabeça certa, o momento certo, não chegam lá. É isso que nós trabalhamos diariamente, de forma muito integrada e em equipa. Ninguém é mais do que ninguém, trabalhamos todos de mãos dadas e como uma força conjunta, para termos a alegria de ver os jogadores singrarem na vida, seja na equipa A, o que nos dá uma satisfação pessoal, pois é como marcar um golo, seja quando ele consegue chegar à universidade, e temos estudantes universitários entre os nossos profissionais. Temos de festejar essas conquistas.”
Se calhar aquilo que nos diferencia é o facto de gostarmos muito de trabalhar com cada jogador e de termos um plano de desenvolvimento individual
Diretor-geral da formação do Sporting
Tomaz Morais recusou referir-se a casos concretos. “Com a responsabilidade que tenho, devo olhar para todos os jogadores em pé de igualdade, cheguem ou não ao futebol profissional. Tenho essa forma de estar desde que fui treinador e selecionador e não gosto, num jogo coletivo, de diferenciar ninguém. João Simões? Temos outros jogadores que chegaram à universidade e neste momento jogam fora de Portugal, em campeonatos muito competitivos.”
Morais deu conta da importância da formação. “Tudo começa na formação. Muitas vezes quando olhamos para o jogador e para o jogo, olhamos para o produto final e para aquilo que diariamente vemos entrar-nos pela televisão, dentro daquilo que nós procuramos ir ver ao estádio, mas importa perceber que o jogador para chegar a esse estágio passa por um processo muito longo que envolve muitas pessoas, muitos treinadores, todos eles muito diferentes, e a articulação desse processo formativo, assente numa boa estrutura, pode dar jogadores capazes de chegar ao futebol profissional e à elite, que é aquilo que se pretende sempre quando se olha para o futebol profissional e para um grande clube com um processo formativo. Formá-los para a vida é o entendimento máximo que temos no nosso clube, formá-los enquanto pessoas, enquanto seres humanos, capazes de adaptarem a qualquer contexto e de jogarem em qualquer dinâmica, sempre sustentados num plano que vai além do futebol, e essa é a preocupação máxima que temos na formação do Sporting. A seguir temos sempre em conta aquilo que é a necessidade do jogador, as vertente técnica, tática, mental etc. É um processo longo, que começa na base e vai passando por diversas etapas.”
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A participação no Fórum da ANTF foi importante para o dirigente leonino. “Um painel extremamente interessante, embora havendo ideias muito comuns, com dois clubes grandes que são rivais mas que têm uma intenção muito clara na formação de muitos jovens para o futebol profissional das suas equipas e para outras áreas da vida, a par do crescimento do futebol feminino, com cada vez mais jogadoras, e a problemática da formação nesta área, assim como as especificidades do futsal. A problemática é muito semelhante em todas as áreas da formação, no que toca aos princípios e à forma como nos situamos e posicionamos”, assinalou.
“Há áreas que para nós, no Sporting, justificam grande preocupação e que nos levam a fazer um grande investimento em domínios adjacentes ao futebol, mas que o suportam e que são fundamentais para o jogador do futuro e foi importante perceber como o futebol feminino e o futsal se situam perante essas questões. Quando vimos a estes momentos de mente e coração abertos, levamos sempre mais do que trazemos e foi esse o caso”, concluiu.
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