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16 maio

Gil Vicente

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"Fome e não raiva", o papel de Coates e a convocatória da Seleção: tudo o que Rúben Amorim disse

Treinador do Sporting fez a antevisão à receção ao Arouca, marcada para domingo às 20h30

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Sporting-Arouca: antevisão de Rúben Amorim

Rúben Amorim fez a antevisão ao Sporting-Arouca, marcado para domingo (20h30) e referente à 8.ª jornada da Liga Betclic. Leia em baixo tudo o que foi dito pelo treinador leonino.

Falou com Morita sobre Daniel Ramos? Considera que com Paulinho em campo, a equipa fica mais previsível?

"Cada jogo tem a sua caraterística. Lembro-me de jogos em que o Paulinho entrou e ficámos mais perigosos. O facto de termos alguns cruzamentos e dois jogadores na área, torna a equipa mais perigosa. Não vou dizer como vamos jogar amanhã, mas obviamente que tendo o Edwards, comparando com o Paulinho, um é mais criativo que o outro. Um é mais de área e mais fácil de referenciar. Edwards torna qualquer equipa mais imprevisível. Morita? Não falámos. Como viram esta semana, não é fácil falar com o Morita. Já conhecemos o Daniel Ramos, vimos muitos vídeos, já jogámos contra ele e sabemos o que pode apresentar. Tem variação entre 4 e 5 defesas em que o ala faz o quinto homem. Focámo-nos muito no que precisamos de ser bons, a parar transições. Podem jogar com 3 centrais, 4, e amanhã penso que vamos fazer um bom jogo".

Como é que o Sporting precisa de entrar no próximo jogo? Coates faz hoje 33 anos, o que tem representado para si e para o Sporting? Tem porta aberta para continuar?

"Acho que a continuação do Coates está prevista no contrato. O que representa para o Sporting? Não sou a pessoa mais indicada para responder a isso. Para mim, sublinho o exemplo que tem, a forma como sempre jogou, como ajuda os colegas. Pode ser melhor como jogador e não me interessa a idade dele. Pode ser melhor como capitão, usar a estatura dele e mudar um bocadinho mais o feitio, trazer um bocadinho mais de agressividade na forma como joga e como lida com os colegas, fazia bem a alguns. Para mim, representa o nosso líder em campo, o nosso capitão, mas quando olho para ele quero que faça mais. Entrou muito bem [com a Atalanta], deu-nos agressividade tal que, em cada bola dividida, transportou isso para o campo. É muito importante e viu-se na forma como a equipa se sente mais confiante com ele em campo. Em vez de dizermos o que ele representa, é aquilo que ainda pode representar na equipa e no clube. Como devemos entrar amanhã? Ter fome. Raiva não. Querer ganhar, ter muita calma perante tudo o que acontecer. Sabemos que o Arouca quer alongar o jogo, manter o 0-0, criar transições e algum mau ambiente no nosso estádio. Se sabemos que isso pode acontecer, temos de ter muita confiança, calma e estarmos bem nos posicionamentos. Não deixámos o Farense fazer muitas transições, mas acho que faltou alguma velocidade na forma como nos movimentámos em roturas. Acho que amanhã vamos estar melhores. Queremos manter o 1.º lugar e não há nada melhor do que lutar por ele".

Assembleia Geral de amanhã: um dos temas é atribuir o nome de Cristiano Ronaldo a uma porta do estádio. Também gostaria de ter o seu nome assim associado ao clube no futuro? Sobre a convocatória para a Seleção, se estivesse no lugar de Roberto Martínez, e além de Inácio, levaria Pote, Nuno Santos ou Paulinho?

"A última vez que falei na Seleção dei quatro pontos a favor do selecionador e um ponto em que não concordei. E foi num tema, não foi na convocatória. Foi no argumento dado e mantenho a opinião. Disse que os meus jogadores deviam ser selecionados, mas se houve alguém que sempre disse que era difícil tirar alguém para meter outro jogador, fui eu. Matheus Nunes não está lá também e tem jogado na melhor equipa do mundo. Não critiquei ninguém, é difícil para todos. Já não me vou meter nisso porque depois dizem que o treinador do Sporting está a criticar. Porta? Não quero nada disso. Não quero ser relembrado numa porta, gostaria de ser relembrado como alguém que não se deixou levar pelos fantasmas, pela desgraça ao virar da esquina... Gostava de ser relembrado por podermos andar sempre para a frente. O Sporting está bem encaminhado e é isso que está sempre na minha cabeça. Já houve momentos mais difíceis. Perdemos um jogo na época e foi difícil para toda a gente gerir isto".

Sporting tem oscilado nos últimos anos e esta foi a primeira derrota desta temporada. É bom ou mau jogar tão poucos dias depois desse jogo? Houve fantasmas da época passada? Semana foi pesada?

"Nada pesada. Temos sempre um dia, principalmente eu, para tirar essas sensações por perder e porque já não perdíamos há algum tempo. Também o facto de termos jogado tão bem na 2.ª parte dá uma sensação ainda pior. É bom jogar logo a seguir, mas queria mais um dia para preparar o jogo, hoje os jogadores ainda estavam em preparação e não deixámos a bola correr como queríamos. Mas acho que um jogo logo a seguir é bom. É das coisas que mais desgasta um treinador no Sporting. O que passou passou, é preciso não viver desses fantasmas e estar sempre otimista. Tento transmitir isso a toda a gente aqui. Também diziam que não chegaríamos ao Natal há três anos, não ganharíamos na Alemanha, na Áustria... Esta equipa não ganhou nenhum dos primeiros jogos europeus que teve e depois passou na Liga dos Campeões. Não acredito em nada disso. Acredito que podemos ser campeões, ganhar títulos e passar na Europa. O que se passou com a Atalanta, o resultado, o facto dos adeptos não estarem satisfeitos naquele dia, isso para mim morreu naquele jogo. É normal, no nosso clube, termos essa atitude. É talvez a coisa mais desgastante como treinador do Sporting, mas não acredito em nada disso. Já o provámos muitas vezes. Queremos ficar em 1.º e é para isso que vamos jogar amanhã".

No final do jogo com a Atalanta, disse haver tolerância zero. Isso traz pressão acrescida?

"Não. É simplesmente saber ler o momento, conhecer o futebol e ter alguma experiência como jogador. É apenas constatar um facto, temos sempre que ganhar e já o ano passado tínhamos. Queremos lutar por títulos, não se perde tantos pontos em Portugal. A pressão está lá sempre. O que faço é ler o ambiente todas as semanas e conhecer bem o futebol português. Não acresce nada. O que eu disse é que, enquanto treinador, já antecipava os assobios, mas também é bom sinal. É sinal que há exigência no clube, que estamos em 1.º lugar e há pressão porque os adeptos não estão satisfeitos. É apenas uma constatação de um facto".

Jogar agora para o campeonato é o melhor que podia acontecer ao Sporting para reverter o resultado da Liga Europa? St. Juste está mais próximo de regressar?

"Começando pelo St. Juste, cada vez está mais próximo. Vamos ter outra paragem depois deste jogo onde vamos poder ter um jogo com a equipa B e dar-lhe alguns minutos, perceber as sensações que tem e ver a melhor maneira dele crescer nesse sentido. Em relação à outra pergunta, gostamos é de jogar. Na Europa e depois no campeonato. Podíamos ter tido mais um dia para preparar o jogo, mas os jogadores estão frescos, houve rotação durante este ciclo e todos estão preparados. Conhecemos bem o Arouca e sabemos que no ano passado não lhes ganhámos nenhum jogo. Daniel Ramos é um treinador experiente e sabe que vai criar ansiedade a toda a gente com o desenrolar no jogo. Queremos entrar bem e jogar bem para vencer o jogo".

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