Vítor Damas: E tudo Bento levou no pós 25 de Abril

Vítor Damas: E tudo Bento levou no pós 25 de Abril
Vítor Damas: E tudo Bento levou no pós 25 de Abril • Foto: Arquivo/Jorge Amaral
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O primeiro contacto com a selecção não o convenceu. Ainda juvenil, foi convocado por Gastão Silva para um jogo em Madrid, a comemorar as bodas de ouro da Federação espanhola. Quando soube que não ia jogar (César era o outro guarda-redes), chorou. Um ano depois, no Torneio da Páscoa, disputado na Jugoslávia, já era o capitão. Mas também sofreu outra desilusão: 0-4 com a Inglaterra.

A selecção principal chegou a 6 de Abril de 1969, num particular com o México (0-0). Damas sucedeu a Américo, que havia ganho o lugar após o Mundial 66, e iniciou aí uma maratona que só terminou a 19 de Novembro de 1975, na 23ª internacionalização. Bento, nesta altura, não tinha qualquer das 63 com que terminou a carreira.

Com a troca do Sporting pelo Santander, deixou de fazer parte das escolhas dos seleccionadores e Bento agarrou a baliza com mãos firmes. Só depois de ter retornado a Alvalade, em 84/85, é que voltou a figurar na lista dos escolhidos, sempre como alternativa.

A segunda vida na selecção esteve longe dos dias gloriosos dos anos setenta. No Mundial 86 fez os dois últimos jogos, apanhado de surpresa pela grave lesão de Bento. Não foi o responsável pelos desaires, mas nele já não existia a chama e confiança de outrora. A derrota com Marrocos foi mesmo a última partida, a 29ª.

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