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O mercado do Vitória para 2023/24 pode não ter acabado no dia em que se fechou a janela de verão. Na verdade, pode haver novidades tanto no capítulo das entradas, como das saídas.
"Neste momento, em condições normais temos de fazer uma ou outra venda para que se possa terminar a época sem problemas", assumiu António Miguel Cardoso, presidente do Vitória, em declarações à Rádio Santiago.
Num momento em que a necessidade de vender se faz sentir ainda mais do que o normal, tendo em conta a antecipação das receitas televisivas, o líder considerou este como um passo inevitável, ainda que lhe custa perder talento.
"É lógico que nunca posso ficar satisfeito ao ver partir um jogador como o André Amaro. O ideal era mantê-los cá muitos anos e no futuro fazermos um Vitória com todo o ADN do clube. Isso é impossível nesta altura devido à situação financeira do clube. Temos obrigatoriamente de vender um André Amaro todos os anos só para compensar o problema da falta de receitas televisivas, fora o que é o défice estrutural do Vitória. São decisões difíceis, mas temos de as tomar. Importante é que as contas sejam pagas, temos aqui jogadores, funcionários e fornecedores e temos de saldar os nossos compromissos. Por isso, nunca satisfeito com as vendas, mas fizemos o melhor para manter o Vitória com ambição e correcção", referiu, lembrando também o caso de Ibrahima Bamba.
"Recebemos propostas para o Bamba em dezembro do ano passado, mas sentimos que além de não ser o valor mais justo ainda havia o compromisso desportivo para a segunda volta. Na altura prendemos o jogador com uma renovação, para que as coisas ficassem mais tranquilas, mas depois tornou-se inevitável. Também existe a vontade do jogador. Quando surgem propostas fortes para o cube, também aparecem propostas vantajosas para os jogadores. São situações difíceis de controlar. Levámos a situação do Bamba até ao limite porque achamos que as primeiras propostas não correspondiam ao que desejávamos. Obviamente que gostaria de ter vendido o Bamba pelo dobro, tal como o Amaro, mas é o mercado. As propostas que chegam são negociadas, trabalhadas, mas é o mercado que dita o valor. Há jogadores que definimos que não queremos vender, mas quando chegam propostas com valores que nos ajudam, essa é a verdade, não podemos rejeitar. Esse encaixe liberta-nos, respiramos melhor. A seguir, aparece outro jogador. É importante trabalhar bem no Vitória, com uma boa política de recrutamento para a formação", acrescentou.
Por outro lado, António Miguel Cardoso deixou também a porta aberta a entradas. "Estamos sempre activos no mercado. Ainda existem jogadores sem contrato, oportunidades de mercado. Estamos sempre à procura do que é melhor para o Vitória, tanto de entradas como saídas porque. Isto é tudo muito dinâmico, não posso dizer que não há entradas ou saídas. Queremos ter estabilidade, por isso fizemos as contratações muito cedo para construir uma maior dinâmica de grupo e equilíbrio no plantel. Trabalhamos bem no mercado. Há uma questão importante, temos de deixar sempre um espaço para que os jogadores da equipa B possam subir. Não podemos ter um plantel estanque e fechado, mas sim aberto a oportunidades de atletas que possam aparecer. Se não tivermos janelas de oportunidade, as coisas não evoluem", afirmou.
Por Record