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Gil Lameiras e o jogo com o Gil Vicente: «Para ganhar vamos ter que estar sempre na nossa melhor versão»

Gil Lameiras tenta guiar o V. Guimarães a nova sequência positiva
• Foto: Lusa/EPA

O treinador do V. Guimarães, Gil Lameiras, já fez a antevisão do embate com o Gil Vicente, da 30ª jornada da Liga. A partida está marcada para as 20h30 deste sábado e será disputada no Estádio Cidade de Barcelos.

O principal desafio para este jogo passa por apresentar uma maior consistência por comparação com o jogo diante do AVS SAD? "Sim, é termos esse controlo do jogo que se calhar não tivemos em termos defensivos no último jogo e controlarmos desse ponto de vista defensivo um pouquinho mais as investidas do adversário. Coisa que não existiu com tanta frequência no último jogo, ao contrário do que já tinha vindo a existir em jogos anteriores como com o Tondela e com o Benfica. A equipa com bola tem vindo a apresentar cada vez mais oportunidades, criações de golo constante, apesar da finalização não ter sido também a melhor neste último jogo, mas a equipa apresentou evidências de que o resultado foi um pouco injusto".

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Este poderá ser um jogo distinto em função das metas que o Gil Vicente ainda quer cumprir? "Nesta fase, penso que todas as equipas precisam de pontos e são sempre jogos competitivos. Como eu tinha falado na antevisão do jogo com o AVS SAD, nós para ganharmos os jogos vamos ter que estar sempre na nossa melhor versão, porque senão vai ser difícil ganharmos o jogo seguinte. Este é um jogo, mais uma vez, em que temos de estar na nossa melhor versão para levar a vencida à equipa adversária".

Quais as principais características que distinguem o Gil Vicente? "É uma equipa organizada, que está com o seu treinador desde o início. Uma equipa com uma ideia muito bem definida, organizada do ponto de vista defensivo e ofensivo e depois obviamente com individualidades interessantes, que por vezes resolvem os jogos. Também é uma equipa muito forte do ponto de vista da bola parada, estamos preparados para isso, para contrariar aquilo que são as forças do adversário".

O empate com o AVS SAD foi um retrocesso para o crescimento da equipa nesta fase da época? "Acho que não. Tínhamos a obrigação, obviamente, de ganhar e foi sempre esse o objetivo. No entanto, algumas fragilidades defensivas que a equipa já tinha apresentado noutros jogos foram mais visíveis, mais presentes, porque do ponto de vista da organização, do ponto de vista ofensivo, a equipa criou, teve oportunidades para avolumar o resultado. E, portanto, acho que não foi um retrocesso, acho que a equipa tem crescido. Aconteceu este desaire que não gostaríamos que acontecesse. Destacar também aqui a forma como os adeptos nos apoiaram de início ao fim e depois, obviamente, no final cobraram-nos. Mas de início ao fim nós sentimos muito o apoio deles".

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Compreende o facto de parte dos adeptos do Vitória terem anunciado um boicote ao jogo em função do preço dos bilhetes estabelecido pelo Gil Vicente? "O mesmo apoio não vamos ter porque já foi anunciado por eles, e muito bem. Acho que deve haver uma sensibilidade maior. A vida está muito cara para toda a gente e, infelizmente, nem toda a gente ganha muito dinheiro. É pena porque eu acho que é um jogo que vai representar muito a Liga Portugal, com duas excelentes equipas, duas equipas que têm vindo a crescer. Obviamente o Gil Vicente está mais constante no campeonato, tem somado mais pontos, tem sido uma equipa mais equilibrada e é uma pena enorme para a Liga não ter um estádio que poderia estar cheio, com duas equipas com os seus adeptos. Do nosso lado sabemos que se calhar vamos ter um apoio menor e nós estamos com eles, percebemos perfeitamente, acho que deveria haver outra sensibilidade para essas questões".

O Vitória pode encontrar motivação para o jogo pelo facto do Gil Vicente estar numa posição em que o clube queria estar? "A motivação neste clube tem de ser diária, de o representarmos e de chegarmos ao próximo jogo e darmos o melhor de nós. Essa tem de ser sempre a motivação, nunca vai ser em função do adversário, se é uma equipa que está em primeiro, se está em último. Todos os jogos são competitivos e nós temos de estar na nossa melhor versão para levar a vencida e temos de estar na nossa maior motivação, porque representar este clube já tem de ser uma motivação maior".

Como viveu o pedido de demissão do presidente do clube no início da semana? Que mensagem é que ele lhe transmitiu? "Sim, falou, alertou-me para o que se ia passar, passou-nos confiança. A partir daí a nossa missão e a nossa função é treinar, preparar a equipa para o dia-a-dia, preparar a equipa para o jogo. Em relação a mim e à equipa nada mudou".

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O grupo não perdeu estabilidade? "Não, não, não, não".

O Vitória vai ter uma nova Administração, isso pode causar incerteza no seu futuro no clube, apesar de ter contrato até 2027? "Sempre que assumi as equipas a minha preocupação foi sempre dar o meu melhor, todos os dias e nunca pensar muito à frente. Quando surgiu esta oportunidade não estava a contar com ela, não foi uma coisa que eu ambicionei a todo custo. É a minha forma de estar, pensar dia-a-dia, pensar jogo-a-jogo, portanto não estou preocupado em relação àquilo que pode acontecer comigo no futuro".

Por Bruno Freitas
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