Com “apenas” 800 mil euros, Mário Ferreira tornou-se acionista maioritário da SAD para o futebol do V. Guimarães. O empresário português radicado na África do Sul já tinha 47,9% do capital da SAD e recentemente reforçou a sua posição. Mas continua a garantir que não quer, de modo nenhum, exercer qualquer tipo de controlo, delegando em Júlio Mendes e seus pares toda a gestão.
O V. Guimarães é, por isso, o único clube da 1.ª Liga que tem na sua SAD um acionista maioritário capaz de assumir o controlo da sociedade. Na 2.ª Liga, o Leixões prepara-se para fazer o mesmo, quando Carlos Oliveira se tornar também acionista maioritário. Curiosamente, tanto Ferreira como Oliveira não pretendem aproveitar essa posição para assumirem o controlo das sociedades desportivas em questão...
“O que posso dizer é que, embora seja sportinguista desde pequenino, hoje sou louco pelo Vitória e estou bastante satisfeito com a aposta que fiz neste clube maravilhoso”, disse quando contactado por Record. Mário Ferreira irá viajar para a Europa esta 5.ª feira para assistir à estreia do V. Guimarães na fase de grupos da Liga Europa, em Guimarães, frente aos croatas do Rijeka.
“O facto de ser o maior acionista individual da SAD do Vitória em nada muda a minha posição. Apenas quer dizer que continuo a acreditar na capacidade deste clube e neste projeto”, precisa ainda quem nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo) e foi para a África do Sul apenas com 8 anos. Hoje com 39 anos de idade, Mário Ferreira é um empresário com interesses em vários países africanos: Namíbia, Zimbabwe, Botswana, Gana, Malawi e outros.
Filho de um transmontano e de uma coimbrã, tem estreitado com esta parceria os laços com um país onde nunca viveu. Ele que apenas chegou ao V. Guimarães através da amizade com um ex-vice-presidente do clube, seu parceiro de negócios: “Não conhecia o clube nem a cidade mas fiquei verdadeiramente impressionado com dimensão dos mesmos e com os seus adeptos, que são extraordinários e únicos na forma como apoiam o clube.”
Objetivo milionário
Ferreira é um empresário que aposta em várias frentes. “Tenho interesses nas áreas do imobiliário, segurança e eletricidade, entre outros”, revela quem, no dia em que o contactámos, andou a saltar de reunião em reunião, até encontrar uma brecha para esta conversa.
Deu para perceber que Mário Ferreira está fortemente empenhado em continuar a ajudar o Vitória. Mas frisando sempre que a direção do clube “é que decide tudo”. Embora, confesse, fale cinco ou seis vezes por semana com o presidente Júlio Mendes e às vezes até mais que duas vezes por dia, o investidor sul-africano que viabilizou a SAD vitoriana confia “inteiramente” em quem todos os dias gere a sociedade. Não deixando, porém, de definir objetivo. Um deles é mesmo muito ambicioso: “Gostava que ver nos próximos anos o V. Guimarães a competir na Liga dos Campeões. Pelo menos na época de 2014/15.”
Um sonho? Não, Ferreira diz que é possível, lembrando que, afinal, o clube já esteve muito perto de integrar a dita Liga milionária. “Esse dia pode chegar”, atira, sempre confiante, antes de saltar para mais uma reunião, a 12 mil quilómetros da Cidade Berço mas sempre disponível para atender chamadas vindas de Portugal, sobretudo quando do outro lado da linha está Júlio Mendes, o presidente da SAD e o homem em quem Mário Ferreira deposita toda a confiança para gerir os destinos do V. Guimarães. A ajuda do investidor foi providencial para alicerçar a constituição da sociedade e abriu a porta à possibilidade de novos aumentos de capital e, quiçá, para uma intervenção mais ativa do leão empresário que agora é louco pelo Vitória.
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