HÁ uma empatia que escasseia no mundo do futebol e que abrilhanta o relacionamento trilhado por Quinito e Pedro Barbosa desde a temporada de 94/95. Barbosa era o menino querido daquele que nessa altura era o mágico.
"Quinas" só pedia magia, e ela brotava naturalmente do futebol vitoriano. Pedro Barbosa deliciava um treinador que se lamentava de não ter dinheiro suficiente para o comprar. "Queria-o para jogar comigo no quintal", soltou Quinito, entre tantas afirmações que fazem história. "Sou um amante da arte, da magia e beleza estética e o Pedro Barbosa é o expoente máximo desses predicados. É por essa razão que tenho de estar preocupado, e o Pedro vai ter de levar com alguém em cima porque no domingo não é dia para o ver jogar, caso contrário vamos ter muitas dificuldades para ganhar", assume o treinador do V. Guimarães.
Mesmo sem ganhar extramuros desde 7 de Janeiro, data em que derrotou o Salgueiros em Vidal Pinheiro, Quinito não vê motivos para preocupações e até defende que os seus jogadores não devem ser colocados perante essas questões. "Estes profissionais têm honrado a camisola do clube e preocupam-se com a apresentação de um futebol de qualidade e que agrade à massa associativa. Vamos continuar a jogar da mesma forma, e é assim que pretendemos vencer o Sporting", sustenta preparado para os perigos inerentes a uma atitude que promete nunca alterar. "Não há problema algum.
O sistema de jogo é para manter, sabemos perfeitamente que vamos correr riscos e se calhar é por essa razão que não conquistámos tantos pontos fora como gostaríamos", explica.
De resto, Quinito socorre-se da sua vasta experiência e aproveita o outro lado das “performances” da sua equipa para apelar à mudança de mentalidade: "Convém reflectir sobre o seguinte: os jogadores portugueses têm forçosamente de entender que jogar fora, em casa, de lado, num canto, onde se quiser, será sempre futebol. É muito importante esbater a inibição que se coloca quando se joga fora de casa, porque essa forma de estar cria uma sensação de dificuldade e que o melhor é à defesa e que bom é o contra-ataque. Isso assim não pode ser", alerta.
PROSPECÇÃO DE TALENTOS
Terminou o período de observação a que o guarda-redes Jorge Zegre foi submetido durante uma semana em Guimarães. O jovem de 20 anos realizou sexta-feira de manhã o seu último treino e ao princípio da tarde regressou a Setúbal para reintegrar os trabalhos do plantel do Grupo Desportivo de Catujal, que domingo tem um compromisso referente aos distritais da AF Setúbal. Indicado ao clube minhoto pelo prospector de talentos, Rogério Gomes, Zegre deverá motivar a partir de agora a elaboração de um relatório a cargo da equipa técnica, que avalizará ou não a sua contratação. De consciência tranquila, o guarda-redes espera ter agradado aos técnicos para assinar contrato.
Enquanto se aguarda pelo resultado desta avaliação, o clube vimaranense continua a desenvolver a árdua tarefa de descobrir talentos. O próximo jovem a treinar-se em Guimarães deverá ser João Vasco, um ponta-de-lança que, segundo consta em Beja, tem um pé esquerdo muito habilidoso. João Vasco tem 23 anos, representa o Grupo Desportivo de Milfontes e esta temporada já marcou 20 golos. Há cerca de um mês esteve a ser observado em Fafe por Manuel Machado, coordenador do departamento de futebol do V. Guimarães e treinador da equipa que disputa a II B, prevendo-se que dentro de muito pouco tempo possa ser observado por Quinito.
MARCO AURÉLIO
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