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Rui Borges está prestes a estrear-se como treinador numa competição europeia e o técnico não escondeu a felicidade, assim como a "exigência" que está sempre presente no grupo do V. Guimarães. O treinador, de 50 anos, considerou que todos os jogadores, mesmo aqueles que não jogarão de início, estão preparados.
"Não me adianta estar a dizer o onze, nem os jogadores sabem quem vai jogar. Uma coisa tenho a certeza: estão todos preparados seja um relvado natural ou sintético. Como eu digo, o clube e todos nós enquanto equipa sentimos a máxima exigência. Essa não pode baixar, desde que começámos a trabalhar. Quem jogar irá dar uma boa resposta, assim como quem entrar durante o jogo", revelou Rui Borges na conferência de imprensa a antever a partida desta quinta-feira.
Duas épocas consecutivas na Liga Conferência. Teve de fazer algum trabalho específico?
"O trabalho é o técnico e o tático, aquilo que são as novas ideias e dinâmicas que a equipa técnica trouxe. O nosso foco tem sido esse, é o nosso trabalho que dita tudo o resto. O foco está lá, e não é fazê-lo o mais rápido possivel. Queremos é que os jogadores entendam a nossa ideia e eles têm dado uma boa resposta. Ainda estamos longe, podemos melhorar muito, porque não é num mês que se adaptam. Têm melhorado, porque são focados e rigorosos, são jogadores diferentes e rápidos de entendimento, se calhar é por isso que jogam no Vitória. A resposta tem sido fantástica."
O grupo dá-lhe garantias e confiança?
"Sou um treinador com um discurso que não foge muito. Não adianta estar a pensar na fase da liga, porque isso é um sonho de todos nós, mas temos que lutar bastante e passar por várias etapas. Não adianta pensar na próxima fase se não fizermos um bom jogo amanhã."
Tem artistas para brilhar no campo sintético?
"Penso que sim, estão preparados para isso. Não é a mesma coisa jogar em relvado natural ou sintético, não é e a adaptação é muito diferente. Em todos os aspetos, sejam eles físicos ou com bola, é tudo muito diferente da relva natural mas não pode servir de desculpa perante um adversário que temos de respeitar ao máximo para, no fim, sermos felizes."
Os jogadores e o treinador estão preparados para o batismo diante dos adeptos?
"Os jogadores vão sentir-se fortes. Acredito que estarão pelo menos 20 pessoas, e essas valem por todos os que ficaram por casa. Aquilo que podemos prometer é trabalho, máximo rigor e compromisso para conseguirmos a vitória tão desejada e conseguirmos os nossos objetivos. A nossa massa adepta é bem conhecida, seja um ou 20 mil todos estarão a representar bem o clube. Batismo? Estou feliz, acima de tudo, primeiro por representar o clube que represento, que é grande e que a mim honra-me muito. E feliz porque faço uma retrospetiva e, ao fim de sete anos represento um clube como o Vitória. Estamos prestes a estrearmo-nos nas competições europeias e concretizámos mais um objetivo. É difícil, porque os treinadores que começam nos patamares mais baixos pensam sempre no sonho. Faço sempre essa retrospetiva. Disse isso a um adjunto meu, que há sete anos estávamos no campo do Mirandela e agora vamos à Europa com o Vitória."
Que Floriana espera?
"Acredito que as pessoas desvalorizem por ser um campeonato desconhecido. Acredito na equipa, tem valor, é comprometida, bem organizada, bastante física, nos contra-ataques utiliza homens rápidos e bons no jogo vertical. Acho que vamos estar preparados para isso mas temos de estar cientes que vamos passar por dificuldades. Os jogadores têm noção disso e o sintético não serve como desculpa. Aliás, não há desculpas, os jogadores vão para campo com o intuito de vencer o jogo, como sempre."
Não trouxe o Tomás Ribeiro nem o Bruno Gaspar. Há algum problema com essa dupla?
"Sem problema. O Tomás foi opção, temos um plantel com 29 jogadores mais guarda-redes. O Bruno não estava totalmente a 100 por cento e optámos nesse sentido. Não tem um problema físico e tem treinado bem, mas preferimos não correr esse risco."