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Tiago Margarido: «Apesar de sentir que de fora querem fragmentar a união que existe, essa desunião não existe...»

Tiago Margarido terá missão difícil na Pedreira
• Foto: Luís Vieira/Movephoto

O treinador do V. Guimarães, Tiago Margarido, já fez a antevisão do embate com o Moreirense, da 7ª jornada da Liga. A partida está marcada para as 15h30 deste domingo e será disputado no Estádio D. Afonso Henriques.

À semelhança dos últimos jogos, a primeira questão prende-se com aquilo que o Vitória tem de fazer para conseguir um resultado diferente?

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"Teremos que abordar o jogo com uma vertente estratégica adaptada ao adversário. Vamos procurar ser mais equilibrados, não deixar partir tanto o jogo como aconteceu na segunda parte, principalmente após o empate no jogo contra o Viseu. Tudo o resto vamos manter, ps nossos valores têm de ser inegociáveis. Temos que jogar com a mística e com o ADN do Vitória, mas sempre com uma vertente estratégica ajustada àquilo que é o nosso adversário, não deixando partir tanto o jogo como aconteceu na última jornada".

As razões para o jogo com o Académico de Viseu ter ‘partido’?

"O jogo partiu porque nós quisemos ir atrás do resultado. Nós tivemos a vontade de vencer o jogo e isso depois, nos últimos minutos, tornou-se penalizador porque acabamos por sofrer o golo. Podia dar para um lado ou para o outro. A verdade é que nós fomos audazes e quisemos ir atrás do resultado. Infelizmente, não caiu para o nosso lado. Procuramos daqui para a frente ser um pouco mais equilibrados nesses momentos. Mas retiro um ponto positivo de tudo isso, que foi a vontade enorme dos jogadores em ganhar o jogo. Obviamente, temos que ser mais cerebrais, mais equilibrados, para não deixar o jogo partir dessa forma".

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Pensa fazer alterações, mudar a dupla do meio-campo?

"Relativamente à equipa, não vou dizer, como é óbvio, como vamos jogar. A verdade é que nós fazemos sempre uma avaliação sobre aquilo que é o último jogo. Percebemos quais foram as coisas que correram bem e aquelas que não correram tão bem. Temos a nossa avaliação, mas terá que esperar pela hora de jogo para perceber isso".

Há uma maior necessidade de vencer em função de ser o último jogo antes da paragem?

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"Há uma necessidade de vencer em função daquilo que têm sido os últimos resultados. Estamos cá para isso, estamos cá para vencer. O Vitória não se identifica, nem o grupo de trabalho com aquilo que foram os últimos resultados. Obviamente que entramos em todos os jogos para ganhar, este não vai fugir à regra. Agora, nós não podemos estar reféns disso. Sabemos o caminho que traçamos, desde o presidente até aos técnicos de rouparia, estamos todos muito alinhados e muito crentes naquilo que é o caminho que estamos a seguir. Há uma união muito grande dentro do grupo de trabalho. Há uma crença muito grande dentro do grupo de trabalho. Estamos frustrados com aquilo que têm sido os últimos resultados, mas cientes de que a equipa joga bem e que assim estaremos mais próximos de fazer muitos pontos. Temos que pontuar, não pelo facto de ter que ver com a paragem".

Os três jogos de suspensão aplicados a Ndoye...

"Não me compete avaliar, mas enquanto agente desportivo acho excessivo o castigo. Porque é preciso ter em conta o momento em que aquilo aconteceu. Tínhamos acabado de sofrer um golo, os jogadores estavam com os nervos à flor da pele. Houve uma disputa no ar em que o jogador achou injusta a falta que o árbitro marcou. E depois, obviamente, que não pode ter aquela reação, mas mediante o contexto que foi, acho completamente excessivo os três jogos. Como disse, não me cabe a mim avaliar este tipo de situações, mas estaremos aqui para ver daqui para a frente se o critério se vai manter em outras situações semelhantes. E se se mantiver, está tudo bem. Agora, o que é importante também é nós corrigirmos o Ndoye, porque não pode ter aquele tipo de atitude. E isso a mim, enquanto treinador, é o que realmente me preocupa. Os jogadores têm de ter capacidade mental de conseguir reagir a todos os momentos e ali ele perdeu um bocadinho o controlo emocional".

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O jogo disputa-se numa tarde de domingo, com muito público no estádio. De que forma a equipa pode ajudar o público a apoiar? De que forma se pode jogar com as bancadas?

"A nossa principal preocupação é jogar contra o Moreirense e não jogar com as bancadas, porque as bancadas estão sempre do nosso lado. Nós, ao nível daquilo que é, tanto nos jogos fora como em casa, estamos sempre a ganhar 1-0. O apoio de fora será, de certeza absoluta, enorme, como tem sido até agora. Obviamente que há um ou outro jogo em que existiu contestação no fim, mas é completamente normal e é completamente justo e é normal que haja essa frustração. Agora, os adeptos do Vitória estão com a equipa. Os adeptos do Vitória sabem que a equipa joga bem e os adeptos do Vitória sabem que é só uma questão da bola começar a entrar. Há uma união muito grande, apesar de eu sentir que de fora querem fragmentar essa união que existe, essa desunião não existe. Há união, no fim, quando a equipa não consegue ganhar há frustração, tanto dos jogadores como da equipa técnica, como da direção e dos adeptos. O que é normal, porque queremos todos muito ganhar. Agora, não existe fragmentação aqui dentro. Existe muita união e, como eu disse, os adeptos do Vitória sabem que o Vitória joga bem e é uma questão da bola começar a entrar".


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Por Bruno Freitas
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