Tomás Händel e o V. Guimarães: «É um clube tão grande para ter tão poucos títulos»

Tomás Handel, jogador do Estrela Vermelha
• Foto: Instagram/Tomás Handel

O médio do Estrela Vermelha e antigo jogador do V. Guimarães, Tomás Händel, foi o último entrevista do Podcast 'Sem Filtros', da Liga Portugal. A viver a primeira experiência fora do seu país, o produto da formação vitoriana realçou o momento em que viu a conquista da Taça da Liga, esta temporada.

"Quando o Charles defendeu o penálti, gritei tanto que devo ter acordado muita gente no hotel, porque estávamos em estágio. No dia a seguir meti-me com o Matheus, que estava a torcer pelo Sp. Braga. Foi épico, o clube merecia isto há muito tempo. É um clube muito grande para ter tão poucos títulos", afirmou o médio, que já leva dois golos e três assistências pelo emblema sérvio esta época.

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Referindo a Taça da Liga como um "feito espetacular", Tomás Händel analisou ainda o "ano de transformação" do Vitória, realçando a saída de "peças importantes do balneário", grupo no qual o próprio se enquadra, assim como Tiago Silva ou Kaio César. "O sucesso não pode ser só medido pelo resultado no final da época. Claro que isso é, se calhar, a coisa mais importante para os adeptos e claro que no futebol é para ganhar. Este é um desporto de alta competição e o Vitória felizmente ganhou uma taça este ano, não nos podemos esquecer disso", sublinhou o médio, sem esquecer a formação do clube minhoto: "O Vitória lançou muitos jovens, ainda agora nos sub-21 tivemos lá três jogadores, o Diogo Sousa, o Noah [Saviolo] e o Miguel Nogueira. Há muito tempo que não acontecia, é um indicador muito bom."

"Para além do jovem português, sinto que o Vitória valoriza o jovem que vem na formação do próprio clube. Pode ser português, pode ser brasileiroo ou espanhol. A prova disso é o que o Vitória tem feito nos últimos anos, as equipas têm tido muitos jovens portugueses que depois são vendidos. Por isso acho que a forma como o Vitória trabalha, na minha opinião, é exemplar", disse ainda Tomás Händel, ao podcast 'Sem Filtros', afirmando que este tipo de ideologia estrutural "nem sempre acompanha" o desejo dos adeptos "de ganhar todos os jogos": "Aí é quase impossível, mas sei que lá dentro fazem o melhor que lhes é possível. E essa valorização do jovem português e do jovem vitoriano que vem na formação é só uma prova para todos os outros jovens de que é possível."

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Por João Albuquerque
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