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A cerca de três semanas das eleições aos órgãos sociais do Vitória, Viriato Sampaio deu a conhecer as linhas do programa com que vai atacar a presidência do clube. Numa sessão realizado na noite desta terça-feira, o candidato pela Lista C revelou as ideias gerais que tem para várias áreas da vida do emblema minhoto, desde o futebol às modalidades, passando pela vertente financeira.
No entanto, um dos pontos que mais centrou atenções foi a promessa de um diretor-desportivo a ser anunciado em breve, cujo nome não foi, porém, revelado. "Nós, no futebol, vamos alinhar pelo modelo tradicional, com o diretor desportivo. Já fizemos, esta equipa funciona muito assim, entrevistas, decidimos, ouvimos as opiniões uns dos outros e decidimos por um diretor desportivo. Já temos um pré-acordo, temos o diretor desportivo que vai ser anunciado em breve. Gostei muito da pessoa em si, da qualidade como pessoa e da qualidade técnica que tem e dos mercados que acompanha. Penso que nos vai aportar muito valor em termos de jogadores identificados nos mercados onde ele trabalha bastante bem", revelou Viriato Sampaio, que desvendou apenas que a pessoa em questão "trabalha muito bem dois mercados", um deles "o brasileiro".
Outra das preocupações passa por recuperar a SAD a nível financeiro e, nesse âmbito, o candidato pela Lista C também tem vários planos. "Nós temos uma visão a 10 anos para o clube, que é isto que nós precisamos, é isto que nós acreditamos. Nós acreditamos muito que o Vitória precisa desta estabilidade e fazemos um plano para 10 anos. Nós sabemos que o mandato é de 3, mas com a nossa capacidade de trabalho vamos deixar e estamos a planear várias medidas para estes 10 anos, com 10 pilares principais. Com certeza que a parte financeira é a parte por onde nós vamos ter de começar, porque esse é o pilar. Tudo o que nós possamos fazer em diante é reorganizar a questão financeira e é de facto a mais importante no nosso programa", frisou, detalhando, depois, algumas das ideias.
"Como se sabe, no mundo financeiro há várias opções e no futebol há muitas opções também. O caminho que nós acreditamos é o de reorganizar o passivo, não o aumentando, esticando os prazos, reduzindo os custos financeiros. Nós já tivemos reuniões com uma instituição financeira internacional que nos aponta esse caminho. Há outros clubes em Portugal que já fizeram isso com sucesso e é esse que nós queremos trilhar. Há outros. No decorrer dos nossos mandatos, assumindo que vai ser mais que um, podem acontecer outras situações. Neste momento o que nós temos planeado é reorganizar o passivo, diminuir custos e, dentro do possível, dentro dos próximos anos", acrescentou.
Uma parte importante para a recuperação será a utilização do Estádio D. Afonso Henriques como ativo estratégico, pelo menos na ótica da Lista C. "O estádio, nós chamamos de Estádio de Afonso Henrique 2.0 porque, ainda relacionado com a questão financeira que eu falava, no modelo de financiamento que temos preconizado e com quem já tivemos reuniões com essa instituição financeira, parte desse financiamento é para precisamente melhorar o estádio. As condições do estádio. Para quê? Não é melhorar só por melhorar, é melhorar para aumentar as receitas do estádio. E com isso garantir que conseguimos cumprir o plano financeiro, reduzindo o passivo e aumentando as receitas do estádio", concluiu.