Candidatura de Rui Rodrigues rebate proposta da lista de Viriato Sampaio
Em causa o empréstimo obrigacionista de 75 a 100 milhões de euros
Seguir Autor:
Com as eleições do V. Guimarães marcadas para 13 de junho, os candidatos vão esgrimindo argumentos nas várias sessões de esclarecimentos promovidas junto dos sócios e, esta segunda-feira, foi Rui Rodrigues, que encabeça a lista D, a marcar presença no Centro Social de Brito para um encontro com vitorianos. E um dos temas abordados passou pela proposta apresentada pelo concorrente Viriato Sampaio, da lista C, que no seu programa defende o lançamento de um empréstimo obrigacionista, de 75 a 100 milhões de euros, que possibilite a reestruturação da dívida da SAD a 20 ou 30 anos.
Ora, na sessão de esclarecimento da lista D, Rui Dias, candidato à presidência do Conselho Fiscal da lista de Rui Rodrigues, propôs-se a "desmontar" a proposta da lista C. "A proposta 'Stadium Finance' prevê um financiamento de cerca de 75 milhões de euros, com prazo de 25 anos, que implicaria encargos anuais na ordem dos 6,15 milhões de euros. Atualmente, o Estádio D. Afonso Henriques gera cerca de 3 milhões de euros por ano, ou seja, apenas metade do valor necessário para suportar este compromisso. Para que a operação seja viável, seria necessário aumentar estas receitas para cerca de 7,3 milhões de euros anuais, mais 4,3 milhões por ano, o que significa mais do que duplicar a receita atual. Ao longo dos 25 anos, o Vitória assumiria um esforço financeiro total próximo dos 153 milhões de euros, dos quais cerca de 79 milhões seriam pagos em juros", atirou o candidato, completando: "Importa ainda referir que apenas cerca de 11 milhões de euros seriam investidos no estádio para gerar este crescimento, exigindo um nível de retorno muito elevado e difícil de concretizar Na prática, o clube ficaria dependente de gerar mais de 4 milhões de euros adicionais por ano, durante 25 anos. Caso esse crescimento não se verifique, o Vitória poderá enfrentar novos desequilíbrios financeiros e uma pressão acrescida sobre a sua gestão. Esta operação não resolve o problema financeiro do clube, transfere-o para o futuro e agrava o risco. Prometer que a receita do estádio vai mais do que duplicar em poucos anos não é um plano, é uma aposta."