Carlos Freitas: «Comparo o exemplo do V.Guimarães ao do Marselha ou do Nápoles»

Diretor-geral dos vimaranenses louva exibições da equipa, ainda que lamente a "menos conseguida" contra o Sp. Braga

• Foto: Mariline Alves
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"Na próxima sexta-feira completo 20 anos de carreira", foi assim que Carlos Freitas iniciou, esta tarde, a sua intervenção no World Scouting Congress, onde acompanhado por Luís Campos e Miguel Ribeiro, abordou o tema "Gestão de ativos no futebol". O agora director-geral do V. Guimarães iniciou funções na Cidade Berço esta época e falou do trabalho até agora realizado neste projeto.

"Fala-se da importância da identidade e eu comparo o exemplo do Vitória ao do Marselha e do Nápoles, onde é muito difícil encontrar adeptos de outros clubes nessas cidades. Em primeiro lugar temos de cavar distâncias para os adversários, distância essa fruto de muitas coisas, como a estagnação do clube e a força dos adversários. Há um elemento fundamental que é a paixão dos adeptos. Isso é fundamental. O caminho é dotar o clube das ferramentas necessárias para fazê-lo crescer de forma sustentada. É fundamental ter uma ideia, desenvolvê-la e preencher as necessidades que vão surgindo e a partir daí há uma lógica de crescimento", sublinhou o dirigente.

Por outro lado, Carlos Freitas debruçou-se sobre aquilo que foi o projeto da construção da equipa este ano e as exibições que se têm verificado dentro do campo. "Foi um caminho diferente, quando foi eleito o presidente, já havia um treinador escolhido e bem escolhido. A partir daí foi falar com ele, ver que ideias tinha para o jogo e partir para a escolha das melhores peças para o modelo. Não foi o ideal porque perdeu-se várias semanas de planeamento. As exibições têm sido muito boas, embora pelo caminho tenhamos tido alguns amargos de boca. No último domingo foi a exibição menos conseguida, mas o trabalho tem sido encorajador. O objetivo é estar dentro dos primeiros cinco lugares. Acreditamos que há oportunidade para crescer mais a nível individual e colectivo. Os cinco jogadores que vieram ou conheciam o futebol português ou vieram de mercados onde pensámos que haveria maior margem de lucro ao trabalhar cá os talentos", concluiu.

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