Fernando Meira presente em sessão de esclarecimentos da Lista D: «Deve existir mais mística, exigência e rigor»
Antigo jogador é a escolha de Rui Rodrigues para o cargo de diretor desportivo
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A Lista D candidata às eleições do V. Guimarães, encabeçada por Rui Rodrigues, atual vice-presidente, realizou, na noite desta terça-feira, mais uma sessão de esclarecimentos, desta feita no Salão Paroquial de Azurém. O evento foi marcado pela presença de Fernando Meira, antigo internacional português, que deixou algumas ideias sobre aquela que será a sua visão para o futuro dos vimaranenses
"Conhecemos as dificuldades do Vitória. No mundo do futebol não existe unanimidade e a minha missão passa por chegar ao Vitória para moralizar e unir ao máximo tanto o grupo de futebol e a equipa técnica, como toda a formação", referiu o ex-jogador dos vitorianos, escolhido para assumir o cargo de diretor desportivo em caso de triunfo nas eleições de sábado.
Além disso, Fernando Meira partilhou também a sua abordagem à construção do plantel. "Vamos herdar um plantel extenso no que diz respeito a contratos de salários elevados. O que prevejo para o Vitória, assim que esses contratos terminem, é a manutenção de um plantel com 16 a 18 jogadores mais caros, abrindo espaço para 8 a 10 jogadores da formação que possuam a mística do Vitória e ambição", explicou, antes de acrescentar: "É fundamental detetar, em cada um dos escalões, os jogadores que devem ter destaque e ser aposta. O clube não pode ter jogadores na formação vindos de fora que retirem o lugar a jovens da nossa região e que, não sendo depois aposta, representem apenas despesa para o Vitória."
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Para o antigo jogador, será também importante uma maior proximidade entre as diferentes equipas do futebol profissional do Vitória. "Observo algumas injustiças, tanto no futebol profissional como na formação, onde por vezes os treinadores seguem ideias distintas do que cada um de nós pensa para o clube. O que prometo fazer é agregar, perceber as necessidades do treinador e implementar um modelo de jogo abrangente, desde os Sub-19 e equipa B até à equipa principal. Deve existir uma proximidade muito maior, com reuniões mais assíduas, mais mística, exigência e rigor. Contudo, sabemos que, se a bola não entrar, surgirão discussões e dúvidas sobre o valor dos jogadores", frisou, terminando com um apelo à união após o ato eleitoral.
"Independentemente de quem vencer as eleições, o universo vitoriano deve unir-se em prol do vencedor, apoiando os jogadores, a equipa técnica e as ideias da lista eleita. Embora o ideal fosse dispor de um fundo de investimento de centenas de milhões para reconstruir o plantel do zero, a nossa realidade não é essa. O que podemos prometer é rigor, transparência e mais comunicação aos sócios. O caminho para vencer é longo e teremos dificuldades, mas tomaremos as melhores decisões para o bem do clube, pois só juntos poderemos dar a volta a esta situação."