Moreno recorda início como treinador do V. Guimarães: «Perda de peso, cansaço mental e poucas horas de sono»

Técnico assinala esta quinta-feira um ano como timoneiro da equipa principal dos conquistadores

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• Foto: José Reis/Movephoto
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Foi no dia 13 de julho de 2022, precisamente há um ano, que Moreno foi promovido a treinador da equipa principal do V. Guimarães, após a saída de Pepa a poucos dias do primeiro jogo oficial da temporada, a 2.ª pré-eliminatória da Liga Conferência. Aos meios do clube, o técnico, que até então orientava a equipa B, passou em revista o primeiro ano no comando dos conquistadores.

"O balanço deste ano é claramente positivo. Para assumir um cargo com tanta responsabilidade, teria de estar minimamente preparado. Por um lado, as coisas que foram acontecendo não foram assim muito inesperadas; por outro, só quando os problemas surgem é que se tem a noção clara do que é ser treinador da equipa principal do Vitória. Estando por fora, pensamos sempre que as coisas se resolvem de uma forma fácil, mas não é bem assim. Foi um grande desafio", disse o técnico, que admite que poderia ter gerido alguns fatores de forma distinta: "Não sou daqueles que diz que repetia tudo. Não foram erros de ordem técnica ou tática, até porque são válidas todas as formas de olharmos para o futebol. Só que um treinador de futebol de um clube com a dimensão do Vitória tem de tomar várias opções que vão muito além das quatro linhas. Aí sim, tomaria posições mais ajustadas."

Embora garanta que nunca se arrependeu de aceitar o convite do presidente António Miguel Cardoso, Moreno admite que os primeiros tempos não foram fáceis. "Dormia apenas algumas horas por noite. Foi assim no primeiro mês, muito por termos entrado logo em competição. Perdi bastante peso por falta de apetite, por cansaço mental, pelas poucas horas de sono. No entanto, com a ajuda de muita gente, e muitas dessas pessoas não costumam aparecer, as coisas ajustaram-se e tudo correu no caminho certo", confessou o técnico.

Satisfeito pelos resultados alcançados na época passada, o técnico reforça a ideia que há sempre espaço para melhorar. "Nenhum treinador tem uma equipa à sua medida, há sempre coisas a ajustar. Há que melhorar. A acomodação é o primeiro passo para o insucesso no futebol. Há sempre muito trabalho para fazer", mostrando-se orgulhoso dos jovens do seu plantel que este verão representaram as seleções jovens de Portugal: "A evolução desses jovens satisfaz-me muito, mas nunca deixei de ser justo e coerente com todo o grupo de trabalho. Não olho a idades e a nacionalidades, olho só para o rendimento de cada um. Disse isso aos jogadores logo no primeiro dia. São todos iguais. Se esses jovens apareceram na equipa é porque demonstraram que tinham capacidade para dar boas respostas, mas também precisaram dos colegas mais experientes e estáveis."

Para a nova temporada, o objetivo passa, obviamente, por evitar relaxamentos e continuar a evolução. "Não dá para nos acomodarmos. Parto para esta época a partir do princípio de tentarmos fazer melhor do que na anterior. É esse o nosso desafio no dia a dia. Este clube exige muito de todos os profissionais, mas também sei que poderei condicionar o rendimento dos meus atletas se colocar mais pressão. E também sei que que não vou ter a margem de tolerância que tive na época passada. Não preciso que me digam isso, tenho essa consciência. Vamos trabalhar sempre com o objetivo de fazer o melhor possível; depois veremos o resultado no final", concluiu.

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